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A Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) do DF prendeu um estudante de psicologia, de 23 anos, acusado dos crimes de extorsão, estupro virtual, armazenamento de conteúdo pornográfico de menores e lavagem de dinheiro. Ele se passava por uma mulher nas redes sociais para conquistar a amizade de adolescentes e adultos e, em determinado momento, fazia a proposta de trocar imagens e fotos íntimas. De posse desse material, ele se revelava e passava a extorquir e a exigir determinadas condutas sexuais das vítimas sob a ameaça de divulgar o material.

Em alguns casos, ele exigia dinheiro, em valores que superavam R$ 1 mil, dependendo do material. Segundo a polícia, o homem, cujo nome não foi divulgado, declarou que começou a usar um perfil fake em 2012 e que, na época, fazia por diversão. Porém, em 2017, disse que começou a ver a atividade como um “negócio”.

No Distrito Federal, há o registro de ocorrências de crimes praticados contra cinco mulheres, sendo duas adolescentes. Mas, estima-se que em todo o Brasil ele pode ter feito mais de mil vítimas.

O autor foi preso na cidade de Parnamirim (RN), após cumprimento de mandado de busca e apreensão e de prisão temporária. Os policiais apreenderam o computador do suspeito e localizaram cerca de 10 mil arquivos de vídeos e fotos.

Ele foi trazido para o DF e encontra-se recolhido na carceragem. Segundo a delegacia, a investigação será aprofundada. “É necessário verificar a extensão da atividade criminosa gerida pelo autor, haja vista o farto material apreendido que indica a existência de inúmeras outras vítimas, inclusive de outras unidades da Federação”, informou a delegada Sandra Gomes.

A ação policial foi batizada de Operação Apáte, que na mitologia grega era um espírito que personificava o engano, o dolo e a fraude.

O caso pode ser o segundo registro no país de estupro virtual. No mês passado, um homem foi preso em Teresina (PI), acusado de tirar fotos de uma ex-namorada, sem ela notar, e a chantagear para ter mais imagens dela em situações íntimas. Ele exigiu que a vítima se masturbasse, gravasse e mandasse para ele as imagens.

 

 

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