Homem acusado de matar fisioterapeuta é preso em hospital do DF

Outros duas pessoas acusadas de envolvimento no caso também foram detidas na época do crime, ocorrido em abril deste ano

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atualizado 06/05/2019 16:15

Um homem acusado de participação no homicídio do fisioterapeuta Carlos Augusto Araújo foi preso pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) na manhã desta segunda-feira (06/05/2019). A vítima foi encontrada morta no dia 3 de abril, às margens da rodovia estadual GO-116, com um tiro na cabeça.

Maurício Gomes Ferreira foi localizado e detido pela PMDF ao dar entrada no Hospital de Base do DF logo após ter sido alvo de um disparo de arma de fogo. Contra ele, havia um mandado de prisão em aberto pelo assassinato do fisioterapeuta.

Dentro da unidade, os policiais encontraram o suspeito, que usava a identidade do irmão, Maicon Gomes Ferreira, como disfarce. A corporação, no entanto, duvidou da versão dada pelo homem e consultou a equipe de inteligência da PMGO de Formosa, que confirmou tratar-se de Maurício, e não Maicon.

Após receber alta médica, Maurício foi conduzido à Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DPCI) da Polícia Civil do DF. Outros dois suspeitos de envolvimento no caso também foram presos na época do crime.

O crime
O assassinato do fisioterapeuta pode ter sido motivado por homofobia. A afirmação é da Polícia Civil de Goiás. Carlos Augusto tinha sido visto pela última vez no dia 2 de abril, quando saiu de casa dirigindo seu próprio carro. De acordo com informações do delegado Vytautas Zumas, o homem teria combinado um encontro com Vitor Fonseca Campos, 22 anos, por meio de redes sociais.

Quando chegou ao endereço fornecido por Vitor, outros dois homens teriam entrado no carro. Segundo a versão de um dos acusados à polícia, a intenção inicial deles era roubar o automóvel, mas Carlos Augusto teria assediado os suspeitos e um deles reagiu e o executou.

Além de Vitor Fonseca Campos, a polícia prendeu Handerson Pires dos Reis, 30, que teria colaborado na tentativa de ocultar o crime. Depois do assassinato do fisioterapeuta, o trio teria passado na casa de Handerson, então seguiram juntos até um posto de gasolina para comprar combustível. As imagens registradas pelas câmeras do estabelecimento ajudaram a desvendar o crime.

Depois que o fisioterapeuta foi assassinado, o plano do grupo passou a ser queimar o corpo e o carro da vítima. No entanto, de acordo com a polícia, quando os quatro estavam tentando dar fim ao automóvel, em um bairro afastado de Formosa, houve uma explosão e eles ficaram feridos. A Polícia Civil já identificou os outros dois suspeitos do crime – que, por enquanto, estão foragidos.

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