Hmib chama casais que congelaram embriões para tratamento e não usaram

Convocados devem decidir se material será transferido, doado ou descartado, já que 97% do espaço para armazenamento está ocupado, prejudicando programa de reprodução assistida

atualizado 05/06/2019 14:44

Divulgação

Pacientes da rede pública de Saúde do DF que possuem embriões congelados no Serviço de Reprodução Humana do Centro de Ensino e Pesquisa em Reprodução Assistida (Cepra), do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), devem procurar a unidade para verificar a situação do material biológico. Segundo a diretora do Cepra, Rosaly Rulli Costa, o chamamento é realizado devido ao acúmulo de amostras: quase 97% do espaço físico disponível está ocupado. Não será possível coletar novos materiais se o lugar estiver esgotar.

“No momento, devido à grande quantidade de casais que estão sendo atendidos, e aos que já estão agendados pelo centro, estamos com quase 500 embriões congelados. Desses, cerca de 250 estão aqui há mais de três anos. Sendo assim, já poderiam ter outro destino, como a transferência, a doação ou descarte. Mas, para que qualquer uma dessas alternativas seja tomada, é necessário que os casais compareçam ao Hmib para decidirem o que será feito”, alerta a diretora.

O Hmib é um dos poucos hospitais públicos no país que possuem o serviço de reprodução humana assistida. Funcionando há mais de 20 anos, já soma mais de 4 mil atendimentos e quase 400 nascimentos, com base em informações da Secretaria de Saúde. A taxa de sucesso alcança 30% dos casos. Atualmente, 1.122 casais estão aguardando na fila.

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“Não tem como coletar novos materiais se não temos mais como armazenar. Por isso, precisamos que os casais que mantêm os embriões no Hmib, há mais de três anos, venham aqui com a máxima urgência, para que o serviço não seja afetado e para que outros que precisam de tratamento sejam atendidos, como eles foram anteriormente”, ressalta Rosaly Rulli.

Os embriões são acondicionados em contêineres especiais, imersos em nitrogênio líquido, e ficam armazenados até a utilização. Na fertilização in vitro, são formados por meio da união dos óvulos coletados com os espermatozoides, em condições adequadas. Depois, são implantados no útero.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) define o número máximo de embriões que pode ser transferido para cada mulher. Até os 35 anos, são dois embriões; entre os 36 e 39, três. A partir dos 40 anos, podem receber até quatro.

Embriões que não são implantados no útero são chamados de “embriões sobrantes”. Uma resolução do CFM de 2017 determina que, se for da vontade dos pacientes, eles podem ser descartados após três anos. (Com informações da Secretaria de Saúde)

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