Grupo de mulheres juristas defende juíza que deu liberdade a piloto

O Coletivo Candangas usou as redes sociais para manifestar solidariedade à juíza Ana Cláudia Loiola de Morais Mendes, alvo de criticas

atualizado

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piloto briga vicente pires
1 de 1 piloto briga vicente pires - Foto: Imagem cedida ao Metrópoles

O Coletivo Candangas – grupo composto por advogadas e operadoras do direito, usou as redes sociais, nessa sexta-feira (30/1), para manifestar solidariedade à juíza Ana Cláudia Loiola de Morais Mendes, que garantiu liberdade provisória a Pedro Arthur Turra Basso (foto em destaque) após ele agredir um adolescente de 16 anos, que está na UTI.

Por meio de nota, o coletivo diz que a magistrada tem sido alvo de ataques após a decisão e esclareceu que a juíza “atuou em conformidade com os elementos disponíveis no momento da audiência de custódia”.

“Consta dos autos que o acusado apresentava primariedade, sem registros na Vara da Infância e Juventude ou na Folha de Antecedentes Penais. O vídeo exibido na audiência mostrava uma troca de agressões. O Ministério Público, por sua vez, requereu apenas medidas cautelares, não a conversão da prisão em preventiva, de modo que não poderia a magistrada agir de ofício”, diz o texto.

Conforme informado pelo grupo, no momento em que a liberdade provisória foi concedida, “não havia boletim médico oficial que indicasse a gravidade do estado da vítima, apenas a ocorrência policial”.

“O Coletivo Candangas repudia veementemente os ataques pessoais dirigidos à magistrada e reafirma que o debate jurídico deve ocorrer em instâncias adequadas, com serenidade e respeito. Reiteramos nosso compromisso inabalável com a defesa da vida e dos direitos humanos, não aceitando nem compactuando com qualquer forma de violência, inclusive aquela das redes sociais”, finalizou o coletivo.

O caso

Dias após Pedro ser colocado em liberdade, uma nova decisão judicial determinou a prisão preventiva dele, na sexta-feira (30/1). Na manhã deste sábado (31/1), o piloto foi transferido para a Divisão de Custódia de Presos (DCCP) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Entenda o caso:

  • Pedro Turra e um adolescente de 16 anos se envolveram em uma briga, na noite dessa quinta-feira (22/1), em Vicente Pires (DF).
  • Durante a briga, Pedro jogou um chiclete mascado em um amigo do menor de idade; este respondeu que não deixaria barato se a situação tivesse ocorrido com ele.
  • Em seguida, a briga começou. Vídeos gravados por testemunhas mostram Pedro e o adolescente se agredindo.
  • Em certo momento, o piloto dá um soco que faz o rapaz bater a cabeça em um carro. Ele parece perder as forças, e colegas, enfim, separam a briga.
  • Gravemente ferido, o menor que bateu a cabeça no carro foi levado ao Hospital Brasília, em Águas Claras, onde permanece intubado em estado grave. Ele vomitou sangue ao ser socorrido.
  • Pedro Turra deve responder por lesão corporal grave, mas a tipificação do caso pode mudar conforme o quadro de saúde do adolescente internado.
  • No depoimento, Pedro Turra disse que não queria machucar o adolescente e apenas estava tentando evitar as agressões. Ele também pediu perdão ao jovem e à família dele

Histórico de crimes do piloto

O soco que derrubou um adolescente de 16 anos, levando-o à UTI, foi o episódio de violência mais recente envolvendo o ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos.

Com a repercussão do caso, vieram à tona ao menos outras três ocorrências policiais no Distrito Federal:

  • uma agressão denunciada meses antes;
  • uma briga de trânsito que terminou em agressão; e
  • uma denúncia de que ele teria coagido uma adolescente a ingerir bebida alcoólica

A primeira ocorrência foi registrada em 28 de junho de 2025, na 21ª Delegacia de Polícia (Águas Claras). Pedro teria agredido um jovem em uma praça após desentendimento antigo envolvendo sua então namorada.

Na ocasião, o piloto acertou um soco na costela da vítima, aplicou-lhe um mata-leão e ainda continuou o agredindo por aproximadamente 5 minutos, até a intervenção de amigos. O caso segue sob investigação.

A segunda ocorrência envolve uma adolescente de 17 anos, que afirmou ter sido coagida a ingerir bebida alcoólica durante uma festa no Jockey Club, em junho de 2025. Segundo relato, a jovem era amiga de infância da namorada de Pedro e teria sido pressionada a beber vodca, mesmo se recusando

Ele teria mandado que outras pessoas segurassem seu braço e a encurralado para forçar a ingestão da bebida. O episódio foi registrado em vídeo anexado à investigação e pode se enquadrar no artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que criminaliza a venda e a oferta de bebidas ou drogas para menores de idade. A pena é de dois a quatro anos de reclusão, além de multa.

A última ocorrência envolve uma briga de trânsito em 19 de julho de 2025, em Águas Claras. Segundo o boletim registrado na 21ª DP (Taguatinga Sul), a confusão envolveu três veículos: um Chevrolet Prisma prata, dirigido pela vítima, um Porsche branco e um Fiat Fastback, ocupados por Pedro, a namorada e outros dois homens

Após o acidente, os ocupantes do Porsche e do Fastback seguiram o motorista até seu condomínio, bloquearam a entrada e impediram seu acesso à residência. Pedro, então, desfere pelo menos três tapas no rosto do homem de 49 anos durante a confusão. O caso foi registrado como conflito de trânsito com vias de fato, sem lesão corporal.

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