Grupo de 400 caminhoneiros faz paralisação e cobra pagamento da Novacap
Caminhoneiros estão há cinco meses sem receber por serviços prestados à Novacap e decidiram parar as atividades
atualizado
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Um grupo de mais de 400 caminhoneiros paralisou as atividades no Distrito Federal, nesta terça-feira (16/12), em protesto contra a falta de pagamento por serviços prestados à Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap).
A paralisação de máquinas e caminhões impacta diretamente serviços das administrações regionais. A Novacap é a principal responsável pela execução de obras de infraestrutura urbana e zeladoria do Distrito Federal.
O grupo se reuniu, durante parte desta terça-feira (16/12), em frente à sede da Cooperativa de Caminhoneiros (Coopercam-DF). Ao Metrópoles o diretor administrativo-financeiro da entidade, Edimar de Souza, disse que foi firmado um acordo com a Novacap.
“Os caminhoneiros permanecerão com as atividades suspensas caso não seja efetuado, ainda nesta terça, o pagamento de uma parcela acordada, com a quitação do restante prevista até sexta-feira”, afirmou.
Segundo o diretor, seguem em aberto os pagamentos referentes aos meses de julho, agosto, setembro, outubro e novembro. “Os valores de julho, agosto e setembro já deveriam ter sido previstos no caixa da Novacap e repassados, o que não ocorreu”, ressaltou.
Edimar afirmou que não dá para chamar a paralisação de greve. “Isso porque os caminhoneiros pararam pois não têm dinheiro nem para colocar diesel nos veículos”, observou.
Ao contrário do que foi dito pela Coopercam-DF, em nota enviada à reportagem, a Novacap disse que “ficou acordado que o pagamento à categoria será feito nesta quarta-feira (17/12)”.
Porém, a companhia não especificou se o pagamento é de toda a quantia devida ou somente da primeira parcela, firmada em acordo. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
Fontes do GDF ouvidas pelo Metrópoles explicaram que houve um problema no Sistema Integrado de Gestão Governamental (Siggo), que é a plataforma usada por órgãos públicos para centralizar e modernizar a gestão orçamentária. O contratempo ocasionou um atraso pontual de cinco dias no pagamento dos caminhoneiros.
