Gripe K: veja quem pode se vacinar contra a doença no DF
Mais de 100 mil pessoas já foram vacinadas contra as variantes da gripe desde o início da campanha, em 25 de março, que segue até 30 de maio
atualizado
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Mais de 100 mil pessoas já foram vacinadas contra a gripe no Distrito Federal desde o início da campanha deste ano, iniciada em 25 de março e prevista para seguir até 30 de maio. Após a confirmação da morte de uma adolescente de 17 anos por “gripe K” (H3N2), a Secretaria de Saúde (SES-DF) reforçou que a imunização é a principal forma de prevenção contra a doença, com doses disponíveis em mais de 100 salas de vacina da rede pública.
Entenda o caso
- O Distrito Federal confirmou seis casos de “gripe K” (H3N2) em 2026. Os registros ocorreram entre os dias 5 e 11 de abril, na 14ª semana epidemiológica
- No mesmo período, foram contabilizados 1.627 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no DF
- Desses, 67 tiveram como causa o vírus influenza
- Em Goiás, também foram confirmados três casos da variante nas cidades de Caldas Novas, Anápolis e Itumbiara. Mas os pacientes em Goiás apresentaram sintomas leves e se recuperaram, sem agravamento
A vacinação é gratuita e voltada, neste primeiro momento, aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Devem se vacinar gestantes, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos a partir de 60 anos, pessoas com doenças crônicas ou deficiência, além de profissionais de áreas específicas.
Para se imunizar, basta comparecer a uma unidade básica de saúde com documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação.
Em alguns casos, pode ser necessário apresentar comprovante da condição de saúde ou da atividade profissional. Não haverá vacinação nos domingo (19/4), segunda-feira (20/4), e terça-feira (21/4).
Já no sábado, havera uma campanha de vacinação em vários pontos do DF.
A estimativa da pasta é vacinar 1.183.796 pessoas no DF, com meta de atingir 90% desse público.
O que é a Gripe K
A gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza, que circula todos os anos e sofre mudanças frequentes ao longo do tempo. Entre os vírus que infectam humanos, o influenza A é o mais monitorado por estar associado às maiores epidemias sazonais.
A gripe se divide em subtipos, como H1N1 e H3N2, que continuam em circulação na população. Dentro desses subtipos, o vírus passa por pequenas alterações genéticas naturais, chamadas de mutações, que dão origem a linhagens e subclados. É nesse contexto que surge o chamado subclado K.
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiram alerta sobre a circulação do vírus após o surgimento de casos na Europa. No Brasil, o primeiro caso foi registrado em dezembro do ano passado no estado do Pará.
A Gripe K manifesta sintomas idênticos a gripe comum e não há evidências de que ela seja mais transmissível ou mais perigosa. Os especialistas apontam que os públicos mais vulneráveis, como idosos, gestantes pessoas com doença cardíaca ou pulmonar, devem procurar atendimento médico se tiverem febre ou cansaço extremo.
