
Grass vai à PF contra Celina e diz que foi alvo de "alegação difamatória"
Leandro Grass protocolou uma notícia-crime, pedindo a instauração de inquérito para apurar possível prática de injúria eleitoral

O candidato ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) apresentou notícia-crime eleitoral na Polícia Federal contra Celina Leão (PP), candidata à reeleição, afirmando que ela insinuou que o petista poderia praticar violência contra mulheres.
Segundo Grass, o caso ocorreu nessa terça-feira (20/10), quando Celina, em uma coletiva de imprensa após entrevista em uma rádio, teria afirmado que não pretendia participar de novos debates com Leandro e ironizou o que ele poderia fazer com mulheres longe das câmeras.
A alegação também fez com que o candidato petista registrasse um boletim de ocorrência virtual na Polícia Civil (PCDF), ainda na terça-feira (20/10). O registro, porém, foi cancelado pela corporação sob a justificativa de que, por ocorrerem no contexto do processo eleitoral, os fatos seriam de competência da Polícia Federal ou da Justiça Eleitoral.

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Ver todasDiante do cancelamento, os advogados do candidato formalizaram a notícia-crime eleitoral na PF, solicitando a instauração de inquérito para apurar possível prática de injúria eleitoral, com o agravante de que as ofensas teriam sido proferidas diante de várias pessoas ou por meio que facilite sua divulgação.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFNa representação, a defesa do candidato argumentou que a fala ultrapassou a crítica política ao comportamento de Leandro em debates e associou seu nome à violência contra mulheres sem apresentar qualquer fato que sustentasse a insinuação.
Os advogados também destacaram a ampla divulgação das declarações e sustentaram que a forma interrogativa utilizada pela governadora não elimina o caráter ofensivo da mensagem.
A defesa pediu que os fatos sejam investigados pela PF e ressaltou a possibilidade de recorrer à esfera cível para buscar reparação por danos morais, além de preservar o direito de queixa caso a situação não seja enquadrada na legislação eleitoral.
O Metrópoles entrou em contato com a assessoria de campanha de Celina Leão, a qual afirmou que não vai se manifestar sobre o assunto.
