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Distrito Federal

Grass critica influência de big techs nas eleições: "Não podemos permitir"

Leandro Grass (PT) afirmou nesta quinta-feira (22/10) que é necessário uma "revisão profunda" da participação das big techs nas eleições

22/10/2026 11:20
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Grass critica influência de big techs nas eleições: “Não podemos permitir”

O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) Leandro Grass (PT) afirmou nesta quinta-feira (22/10) durante sabatina da Rádio Band News que é necessário uma “revisão profunda” da participação das big techs nas eleições.

O candidato acredita que as big techs contaminaram as eleições no Brasil e que não se pode permitir que nenhuma empresa internacional interfira nas eleições.

“Eu sou a favor de uma revisão profunda do papel das big techs nas eleições. Quanto que saiu de dinheiro do Brasil, dinheiro público do fundo eleitoral e partidário, para as big techs? Não vou dizer de A ou B, todo mundo impulsionou, eu também. Se a gente não investe, o conteúdo trava. A gente está refém disso, vamos ter que revisar. A eleição é do Brasil ou é da Meta, vai ser dos EUA? Quem vai decidir o voto aqui?” questionou o candidato.

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A declaração de Grass acontece após a Inteligência Artificial (IA) da Meta no WhatsApp, a Meta IA, não conseguir criar uma imagem do candidato ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT). O caso foi revelado na semana passada pelo Metrópoles.

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Em nota, a Meta afirmou que, “em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”.

Casos de câncer

Na saúde, o candidato Leandro Grass garantiu o diagnóstico rápido em casos de câncer utilizando o programa do governo federal chamado de Agora Tem Especialista para reforçar o combate à doença no Distrito Federal.

“No meu governo eu vou reforçar o diagnóstico, a ampliação das carretas, a marcação de consultas e as policlínicas. Hospital oncológico e ampliar a rede oncológica no DF, fazer convênios, parcerias com todas entidades e clínicas na rede privada dentro da tabela SUS para dar celeridade”, disse o candidato.

O candidato reforçou que seu foco na saúde do Distrito Federal é fazer com que as filas de exames e consultas ande mais rápido. “Vai ser minha obsessão como governador, eu não vou descansar enquanto essa fila não diminuir. Vou fazer um painel, essa fila vai andar e o tempo de espera também”, disse.

Segurança

Grass rechaçou a alcunha de que candidatos de esquerda não possuem proposta para a segurança pública e reforçou que irá ampliar o combate ao crime na capital federal.

“Não adianta você botar câmera e a central de monitoramento estar do outro lado da cidade. A central tem que estar conectada na delegacia e no batalhão da RA para imediatamente o policial ser acionado e pegar o bandido que roubou”, disse o candidato.

Caso seja eleito, o petista promete implementar uma nova medida de tornozeleira eletrônica para criminosos com medida protetiva por violência doméstica.

“A mulher que está com medida protetiva e o cara que está com tornozeleira eletrônica ele se reaproxima da mulher e ninguém sabe. Eu quero o alarme no celular do delegado, se o cara ultrapassou a fronteira é cadeia”, afirmou.

Transporte

Na área do transporte, o candidato ao GDF afirma que é necessário implementar um transporte de massa no Distrito Federal com a expansão de trilhos e duraria cerca de 10 a 12 anos para ficar pronto.

“Transporte de massa como outros países e outras cidades fizeram é o único jeito de diminuir o engarrafamento.  A gente tem um projeto para expansão de trilhos: expansão do metrô, VLT, monotrilho e trem. São vários modelos de trilhos se conectando e em 10 a 12 anos a gente consegue fazer isso. Não é só um projeto de governo, é um projeto de estado”, disse Leandro.