Grass critica combate ao feminicídio no DF: “Enfraqueceram os programas”
Petista defendeu ampliar a rede de proteção e criar ações de autonomia financeira para mulheres ameaçadas

O candidato ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) criticou, nesta quinta-feira (10/9), a atuação da gestão do DF no combate ao feminicídio. Durante o debate promovido pelo Metrópoles, o petista afirmou que os programas de prevenção e proteção às mulheres foram enfraquecidos e cobrou maior integração entre as áreas de segurança e políticas para mulheres.
A declaração ocorreu após o colunista Carlos Carone questionar Grass sob
re quais medidas adotaria para evitar que mulheres já ameaçadas fossem assassinadas e qual meta seu eventual governo estabeleceria para reduzir os feminicídios no DF.
“O feminicídio aumentou quase 30% de um ano para o outro aqui no DF, porque não tem política de combate ao feminicídio, não tem política de prevenção ao feminicídio”, afirmou o candidato.
Grass defendeu o incentivo à denúncia como uma das estratégias para prevenir os assassinatos. Segundo ele, as mulheres precisam ter canais para comunicar situações de violência e espaços adequados de acolhimento.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFO candidato também criticou a estrutura de atendimento às vítimas. Ele afirmou que o DF possui apenas duas Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deams) e disse que a rede de proteção não foi ampliada de forma suficiente.
“Digo de novo, apenas duas delegacias de atendimento à mulher governaram oito anos e não foram capazes de ampliar a rede de proteção às mulheres”, declarou.
Grass também acusou as secretarias da Mulher e de Segurança Pública de não manterem uma integração adequada para o enfrentamento da violência contra as mulheres.
“Uma secretaria da mulher e uma secretaria de segurança que não conversam, que não têm protocolo conjunto para valer e enfraqueceram os programas da Polícia Militar e da Polícia Civil”, disse.

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Entre as medidas citadas pelo candidato estão a ampliação dos espaços de acolhimento, o fortalecimento de casas-abrigo e da Casa da Mulher Brasileira e a presença de equipes nesses equipamentos.
Grass também prometeu medidas voltadas à autonomia financeira das vítimas. Segundo ele, mulheres que dependem financeiramente dos agressores seriam inseridas no mercado de trabalho para que pudessem romper a dependência econômica.
“Eu vou colocar a equipe dentro. As mulheres que têm dependência financeira do seu agressor vão ser imediatamente inseridas no mercado de trabalho para ganhar autonomia financeira”, afirmou.
Antes da réplica sobre feminicídio, Grass havia apresentado propostas gerais para a segurança pública. Ele defendeu a valorização de policiais e bombeiros, a integração entre as forças de segurança e o reforço da inteligência policial para o combate ao crime organizado.
Ao falar sobre a violência contra as mulheres, o candidato encerrou a resposta com uma crítica direta à atual gestão: “As mulheres estão morrendo, as mulheres estão sendo assassinadas e este governo, que é liderado hoje por uma mulher, não faz nada”.
Confira o debate na íntegra
Participaram do debate do Metrópoles Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB), Ricardo Cappelli (PSB) e Kiko Caputo (Novo).
O evento conta com patrocínio da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF) e com apoio do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).













