Gestores que fraudaram assinaturas em escola retomam cargos: “Medo”

Funcionária revelou que a unidade está sendo prejudicada pelo clima e comunicação ruim, e que os docentes estão “adoecidos”

atualizado

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O antigo Centro de Ensino Fundamental (CEF) 120 de Samambaia, agora Centro Educacional (CED), passa por mais um período de tensão desde o retorno dos antigos gestores acusados de falsificação de assinaturas e desvio de verba destinada a um projeto social da escola e uma sala de recursos de alunos deficientes auditivos. Os dois suspeitos foram afastados no dia 3 de outubro de 2025, mas retornaram às atividades no dia 2 de fevereiro, ainda em meio às investigações.

Os dois diretores foram denunciados e estão sendo investigados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e pela Polícia Federal (PF) por supostamente falsificarem assinaturas dos funcionários do centro educacional em atas de prestação de contas, além de terem desviado uma verba no valor de R$ 5 mil destinada a um projeto social.

Entenda o caso:

  • Professores do antigo Centro de Ensino Fundamental (CEF) 120, de Samambaia, denunciaram à Secretaria de Educação do DF que tiveram suas assinaturas falsificadas em atas de prestação de contas dos gastos empenhados na escola.
  • De acordo com um servidor, que preferiu não se identificar, os valores recebidos pelo colégio não eram usados para investimentos no bem-estar e na melhoria do espaço de ensino. Para camuflar tal fato, as firmas teriam sido falsificadas.
  • O colégio promoveu reuniões que, de acordo com a denúncia apurada pelo MPDFT e pela Corregedoria da pasta, nunca existiram. A intenção dos encontros fakes seria dar um ar de legalidade ao processo viciado.
  • Os professores ainda alegam que estavam de férias na época em que a suposta reunião foi feita, no dia 10 de janeiro de 2024.
  • Ao descobrir que seus nomes eram usados indevidamente em documentos públicos, funcionários da escola levaram o caso à Polícia Civil do DF (PCDF) e ao MPDFT.

“Adoecedor e medo” são as palavra que uma das funcionárias, que preferiu não se identificar, descrevem o ambiente atual na unidade de ensino, isso porque, segundo ela, muitos dos profissionais estão de atestado por estarem sofrendo perseguições e coação. Esse afastamento, segundo a educadora, é extremamente prejudicial aos alunos. Pelo menos a orientadora da escola, dois funcionários do administrativo, a professora de altas habilidades, uma do apoio pedagógico estão afastados, além de uma três coordenadoras que saíram de definitivamente.

“Os servidores estão afastados em razão das perseguições, deixando serviços como altas habilidades, orientação educacional, coordenação psicológica”, diz. 

Uma das educadoras denunciantes, inclusive, chegou a receber uma visita da diretora em sua casa pedindo que ela retirasse o boletim de ocorrência que tinha registrado.

O que diz a Secretaria

A reportagem procurou a Secretaria, que respondeu que o caso segue em sigilo e em fase de apuração. Em relação ao afastamento preventivo dos gestores previsto no Art. 222 da Lei Complementar nº 840/2011, estabelecido em um período de 60 dias, teve o prazo encerrado, o que permite o retorno dos diretores.

“A Secretaria reforça que o procedimento em andamento observa rigorosamente os princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal”. 

O órgão também informou que os investigados terão a oportunidade de apresentar suas manifestações e comprovar suas alegações, sendo garantido o sigilo das investigações até a conclusão final, em respeito à proteção das partes envolvidas e ao interesse público

O MPDFT, disse em nota, que a Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (Proeduc/MPDFT) acompanha o caso por meio de procedimento administrativo, verificando regularidades das apurações conduzidas pela SEEDF e a adoção das medidas cabíveis na esfera administrativa.

“O processo administrativo disciplinar (PAD) instaurado pela Secretaria encontra-se em andamento. Em razão do sigilo e da natureza das investigações, não é possível divulgar detalhes sobre o seu andamento”. 

Em conversa com os funcionários do CEF, o Metrópoles apurou que a maioria dos denunciantes já prestou depoimentos e fez o teste de rubricas através da perícia grafotécnica.

A reportagem entrou em contato com os diretores investigador, mas até a última atualização desta matéria não havia recebido respota. O espaço segue em aberto.

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