GDF suspende mudança no cálculo do salário de professores temporários
Decisão da governadora Celina Leão (PP) ainda será publicada em edição extra do DODF
atualizado
Compartilhar notícia

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), informou que suspendeu nesta terça-feira (21/4) a mudança na forma de cálculo do pagamento dos professores temporários da rede pública. A decisão ocorre em meio à convocação de paralisação da categoria, que protesta contra a redução dos salários.
Segundo a governadora, a medida foi tomada após a secretária de Educação interina, Iêdes Braga, apontar que a mudança poderia elevar os valores recebidos por parte da categoria, mas também reduzir o pagamento de outros profissionais.
“Eu determinei que ela suspendesse a portaria da mudança aí dessa forma de cálculo para que nós pudéssemos dialogar diretamente com a categoria”, afirmou Celina.
A medida ainda será oficializada em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).
Além da suspensão da portaria, a governadora determinou a criação de um grupo de trabalho (GT) e o convite ao Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) para integrar as discussões.
A secretária de Educação classificou a decisão como “muito certa e necessária”. Segundo ela, o governo vai corrigir o descompasso na remuneração dos temporários, garantindo o pagamento da coordenação pedagógica nos moldes adotados anteriormente.
“[…] Nós vamos atualizar a legislação, atualizar as portarias, fazer isso num diálogo sempre pronto, sempre muito aberto com o sindicato dos professores porque assim a gente garante que os nossos estudantes vão continuar recebendo a educação de qualidade que nós buscamos para todos eles”, afirmou Iêdes.
Ver essa foto no Instagram
Paralisação dos professores
Os docentes da rede pública do DF anunciaram uma paralisação das atividades na quinta-feira (23/4), em protesto contra a redução dos salários dos professores temporários.
Segundo o Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), a metodologia implementada no sistema EducaDF provocou redução nos contracheques e ampliou a precarização do trabalho dos docentes.
A paralisação terá um ato na Praça do Buriti às 9h. De acordo com o sindicato, os profissionais em regime de contratação temporária representam 60% do contingente de servidores em regência de classe no DF.
Reivindicações dos professores:
- Pagamento integral da jornada de trabalho;
- Garantia do piso da carreira para contratos temporários;
- Coordenação pedagógica respeitada em sua integralidade;
- Fim da hora-aula e;
- Um sistema de gestão de diário on-line que respeite a realidade da rede do DF.
Segundo o Sinpro, o sistema EducaDF, foi adquirido de uma empresa de São Paulo e implementado como pacote fechado pelo GDF ao custo de R$ 40 milhões.
De acordo com o sindicato, a ferramenta não recebeu nenhuma adaptação para a realidade das escolas e das normativas específicas do DF.
Sem a adaptação, do ponto de vista dos educadores, houve alteração no cálculo das horas trabalhadas, o que tem causado perdas salariais significativas para os contratos temporários.
O Sinpro ainda não informou se suspenderá a paralisação diante da decisão do GDF.
