GDF recebe Selo Betinho de segurança alimentar pelo 2º ano seguido
Honraria reconhece capitais com soberania alimentar; Celina Leão participou da cerimônia no Palácio do Buriti, nesta quarta-feira (18/3)
atualizado
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Os restantes comuntários do Distrito Federal (DF) serviram, em média, um prato de comida a cada dois segundos em 2025. Este serviço de combate contra a fome, junto com os demais programas de segurança alimentar oferecidos à população, a exemplo da merenda escolar e o apoio à agricultura familiar, garantiram ao GDF, pelo segundo ano consecutivo, o Selo Betinho, concedido pela Ação da Cidadania.
Betinho foi um importante ativista brasileiro que deixou um legado da luta contra a fome. O selo é concedido para capitais que garantiram a soberania alimentar. O título não significa a ausência de fome no território, mas sim que o Estado está adotando todas as medidas necessárias para garantir acesso com qualidade e dignidade de comida para a população. Segundo a Ação da Cidadania, o DF foi inclusive o primeiro colocado no ranking.
A vice-governadora Celina Leão (PP) recebeu a honraria em nota do GDF nesta quarta-feira (18/3), no Palácio do Buriti.
“Nossa meta é cuidar de quem mais precisa. É uma articulação de várias secretarias. Nós pegamos o primeiro lugar em um prêmio que é considerado o mais importante nessa área da assistência social. E isso se dá pelos números dos nossos programas. Os restaurantes comunitários no começo do governo, nós pegamos com 6 milhões de refeições. Hoje nós entregamos 17 milhões de refeições”, afirmou Celina Leão.
Segundo Celina, os restaurantes servem refeições inclusive nos finais de semana, permitindo que as mulheres possam descansar ao invés de estar cozinha.
“Sair de 6 milhões de refeições e ir para 17 milhões, não é só ampliar o programa. É cumprir a frase do Betinho: a fome tem pressa”, pontuou.
A vice-governadora ressaltou que o GDF hoje tem mais de 16 cartões sociais.
Celina destacou que no início do atual governo 80% da merenda escolar era composta por produtos industrializados. Atualmente, são apenas 3%. O restante vem da agricultura familiar.
“Nós não estamos satisfeitos ainda. Nós queremos ter zero de insegurança alimentar. Zero”, concluiu Celina.
A secretaria de Desenvolvimento Social do DF, Ana Paula Marra, destacou que o prêmio é resultado do trabalho integrado de diversos órgãos do governo. Para Marra, o desafio é garantir uma alimentação com qualidade.
“O desafio maior é investir na agricultura familiar, nos pequenos produtores, e conseguir fazer com que alimento saudável chegue na mesa de quem mais precisa”, comentou.
Segundo Juliana Coutinho de Brito, articuladora nacional de participação social da Ação da Cidadania, o DF atingiu 80% nos indicadores e metas de soberania alimentar da população. Para receber o selo, a capital precisa alcançar pelo menos 70%.








