GDF lança Portal da Transparência com busca ativa de informações
Portal usará modelo de buscadores da internet. Secretaria que não digitalizar documentos de compras não poderá fazer empenho ou pagamento

O Governo do Distrito Federal (GDF) lançou o novo Portal da Transparência do DF na tarde desta quarta-feira (30/10/2019). A nova versão permite a busca ativa de informações, no modelo dos buscadores da internet, como o Google. Além disso, a ferramenta vai detalhar a arrecadação de impostos. O Executivo também anunciou que publicará decreto cobrando a digitalização de todos os contratos até o fim deste ano.
O impostômetro tem o objetivo de detalhar IPVA, ISS, ICMS, IPTU, ITBI, ITCMD e IR. Será possível acompanhar os gastos públicos por áreas. Ou seja, poderá focar em pesquisas sobre educação, saúde e segurança. O mesmo acontecerá com as despesas das administrações regionais.
Haverá a possibilidade de consulta de compras, inclusive nos editais de licitação. Clicando “Luva cirúrgica”, o usuário consegue saber quanto o GDF gastou com o item e até quantas unidades foram adquiridas. A nova versão terá uma página específica para a Lei de Acesso à Informação (LAI). A proposta é facilitar as consultas dos usuários.
Sem gasto
A Controladoria-Geral do DF (CGDF) produziu o novo portal sem custo extra para o erário, de acordo com o órgão. Desde 2017, uma média de 35 mil usuários visita o portal mensalmente. São 55 mil sessões e 216 mil visualizações de páginas.
Segundo o controlador-geral do DF, Aldemario Araújo Castro, o atual governo tem em marcha uma série de ações para fortalecer o controle além do portal. Um exemplo são as auditorias em folhas de pagamentos e a análise de Processos Administrativos Disciplinares (PADs).
Castro aproveitou para rebater críticas do ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que negou que os PADs estavam parados no GDF. “O ex-governador diz que esses processos não estavam parados. Estavam parados sim. E vou dizer com todas as letras: desde a gestão do ex-governador Rodrigo Rollemberg”, cravou.

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Segundo Castro, não é mais possível que o DF tenha contratos em papel ou travados em planilhas de Excel, porque isso dificulta a fiscalização. Ele deu o exemplo da Secretaria de Saúde. Por isso, o GDF deverá publicar, em breve, decreto cobrando a digitalização dos documentos até o fim deste ano.
“Só será possível empenhar e pagar se os contratos e licitações estiverem devidamente registradas em um sistema chamado de e-contratos. A gente vai poder ter toda parte de licitação e contratos do GDF em um local só. Com possibilidade de consultas, transparência e controle”, pontuou o Aldemario.


