GDF confirma caso de raiva bovina em zona rural do Lago Oeste
Um bezerro morreu por conta da doença. Secretaria de Agricultura afirma que medidas de contenção foram tomadas

A Secretaria de Agricultura Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri) confirmou nesta quinta-feira (4/1) um caso de morte de animal por raiva bovina no Distrito Federal. A vítima é um bezerro de cinco meses, na região do Lago Oeste, em Sobradinho. Segundo a pasta, foram tomadas todas as medidas para a contenção do foco detectado e “não há epidemia”.
Agentes da Defesa Agropecuária estão em contato com produtores do Lago Oeste e regiões vizinhas com o objetivo de dar orientações sobre o protocolo obrigatório de vacinação para os animais da área afetada. A Secretaria de Saúde informa que já foi feita aplicação de soro antirrábico e vacina antirrábica em todas as pessoas que entraram em contato com o animal infectado.
Segundo a Seagri-DF, os próximos 90 dias serão de monitoramento intensivo na região. O animal morreu no dia 29 de dezembro e a pasta afirma que, no mesmo dia, foi emitido laudo confirmando a causa da morte. Em 2017, foram registrados dois casos de raiva bovina no DF, já incluindo o do Lago Oeste. Em 2016, apenas um foi contabilizado.
A doença é transmitida principalmente por morcegos hematófagos, também conhecidos como morcegos-vampiros.Os transmissores carregam o vírus da raiva na saliva e o passam por meio de feridas na pele dos animais hospedeiros.
A Defesa Agropecuária afirma que manterá o monitoramento na região e pede aos produtores que notifiquem caso algum animal apresente os seguintes sintomas: apatia, paralisia, andar cambaleante, mordida de morcego ou qualquer alteração comportamental.
Caso haja necessidade, a Seagri orienta os produtores a entrar em contato com o escritório regional da pasta, pelos telefones: 3340-3862 ou 3487-1438.
Segundo o Governo do DF, o monitoramento dos rebanhos é feito de forma continuada e são promovidas campanhas de vacinação contra raiva em bovinos e equídeos anualmente. Além disso, diz o Executivo local, é feito o atendimento permanente aos casos suspeitos da doença e o controle de morcegos hematófagos na zona rural.

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