*
 

As obras do Sistema Produtor Corumbá 4, que estão 65% executadas, serão retomadas. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira (11/5), na Estação de Tratamento de Água de Valparaíso. A previsão para início no fornecimento de água é para o fim de 2018.

com fornecimento de até 5,6 mil litros por segundo, a obra vai ampliar em 70% a capacidade de abastecimento do Distrito Federal e desafogar o Sistema Produtor do Descoberto. “Esta obra vai dar tranquilidade para a população pelos próximos 20 ou 30 anos”, disse o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg (PSB).

 

Cerca de 1,3 milhão de pessoas serão beneficiadas. No DF, moradores do Gama, de Santa Maria e do Recanto das Emas serão atendidos pelo novo sistema. No estado vizinho, o público abastecido será da Cidade Ocidental, de Luziânia, do Novo Gama e de Valparaíso.

O anúncio contou com a presença do ministro das Cidades, Bruno Araújo; do governador de Goiás, Marconi Perillo; do secretário nacional de Saneamento Básico, Olavo de Andrade; e dos presidentes da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), Maurício Luduvice, e da Saneamento de Goiás (Saneago), Jalles Fontoura.

O projeto é conjunto dos governos do Distrito Federal e de Goiás e executado por meio do Consórcio Corumbá — Saneamento de Goiás S.A. (Saneago) e Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb).

O sistema envolve a captação de água do Lago de Corumbá, que será encaminhada para tratamento em Valparaíso (GO). Depois, a água será bombeada para o DF e o Entorno. O orçamento é de R$ 540 milhões, divididos de forma igualitária.

A fase de licitação começou em 2009, e os trabalhos, dois anos depois. Em 2013, a obra foi paralisada. Logo no início de 2015, o consórcio recebeu recursos federais e retomou o serviço. Em setembro de 2016, as intervenções na parte goiana foram suspensas após recomendação do Ministério Público Federal, que apontou suspeitas de desvios de dinheiro.

A captação de água de Corumbá IV não chegará a tempo de suspender o racionamento enfrentado pela população do Distrito Federal desde o começo deste ano. O brasiliense vive a pior crise hídrica da história, que não tem data para acabar.