Funcionários desviaram dinheiro de empresa mesmo após matarem servidor

PCGO apura valor desviado por funcionários suspeitos de autoria do crime. Segundo família da vítima, ao menos R$ 400 mil foram furtados

atualizado

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1 de 1 Cena de crime - Metrópoles - Foto: Material cedido ao Metrópoles

Os suspeitos de matar o policial penal de Goiás e empresário José Françualdo Leite Nobrega (foto em destaque), 36, teriam continuado a desviar dinheiro da empresa da vítima mesmo após terem executado o servidor. Segundo o delegado titular do Grupo de Investigação de Homicídios de Águas Lindas de Goiás (GO), Vinícius Máximo, responsável pelo caso, a equipe de investigação identificou sinais de movimentações financeiras após a morte da vítima.

Veja a fala do delegado:

Françualdo, também conhecido como Aldo, tinha uma empresa de locação para construção em Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal. Segundo a investigação da Polícia Civil de Goiás (PCGO), funcionários do servidor teriam executado o patrão para ocultar os desvios no caixa. Os suspeitos eram amigos da vítima. Mesmo após o crime, alguns continuaram convivendo com a família e tentaram plantar o álibi de que policial penal teria fugido.

Os investigadores querem saber quanto dinheiro foi desviado da empresa. “Há indícios de que eles continuaram desviando dinheiro mesmo após a morte da vítima”, contou o delegado. Segundo familiares de Françualdo, os suspeitos teriam desviado pelo menos R$ 400 mil da empresa. Pouco antes de ser morto, o servidor teria descoberto os furtos, chegando a comentar o assunto com a própria esposa. De acordo com as investigações, o lucro da empresa girava mensalmente entre R$ 200 mil a R$ 280 mil.

Segundo o delegado, o homicídio envolveu, inicialmente, cinco pessoas. O corpo do servidor foi localizado no sábado (6/1). Manelito de Lima Júnior, Daniel Amorim Rosa de Oliveira foram presos em flagrante por ocultação de cadáver. A esposa de Manelito, Marinalda Mendes Vieira, foi detida, mas responde em liberdade. Deivid Amorim Rosa de Oliveira e Felipe Nascimento dos Santos estão desaparecidos. A PCGO solicitou à Justiça mandado de prisão para a dupla, mas ainda não foi expedido.

Lavagem da chácara

“Fomos lá na chácara. Localizamos lá um buraco no chão, que era um disparo de arma de fogo. Foi chamada a perícia. E a perícia disse que o local foi lavado minuciosamente, o que também nos chamou a atenção, fato que nunca ocorreu em uma chácara. Inclusive, teria sido o Manelito quem lavou a chácara. E ele nunca tinha feito isso”, comentou o delegado.

Apontado como o principal suspeito do crime, Manelito era amigo de Françualdo há cerca de 15 anos, chegando a organizar as festas do aniversário do patrão. Segundo a família, o servidor ainda  pagou um tratamento de saúde para o funcionário que custou R$ 70 mil. Na prisão, de acordo com o delegado, Manelito e Daniel confessaram o assassinato, mas negaram a premeditação do crime. Disseram que foi uma reação momentânea. O suspeito disse que o patrão teria batido na cara dele e o xingado.

No entanto, a PCGO não acredita na versão do acusado e considera que a execução foi premeditada. Manelito era o homem de confiança de Françualdo e Daniel cuidava das contas.  “Então, se o Manelito estava desviando dinheiro da empresa, não teria como o Daniel não saber. Por isso acreditamos que esse crime tenha sido premeditado”, contou Máximo. O assassinato ocorreu, inclusive, em dia de fechamento de caixa da empresa. O policial penal foi morto a tiros. Os investigadores trabalham para descobrir qual foi arma usada no crime.

Em busca da arma

Segundo o delegado, em depoimento, Manelito afirmou que atirou contra Françualdo com a própria arma, uma pistola 9 mm, regularizada. O suspeito tem registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC). No entanto, alegou que jogou a arma na barragem de Águas Lindas. “Acreditamos ser mentira porque ele vem mentindo há muito tempo”, comentou Máximo.

Desde o começo das investigações, os suspeitos têm apresentado versões conflitantes do caso. Os investigadores trabalham para filtrar os depoimentos, separando os elementos reais dos falsos. Felipe enviou uma mensagem para a família contando detalhes do caso, mas argumentando que teria sido coagido a participar. Na avaliação do delegado, neste caso, a suposta coação não faria sentido, pois o suspeito não procurou a polícia após o crime. “Essa versão não é factível”, resumiu.

Novos suspeitos

Segundo o delegado, o caso ainda está em andamento e novos suspeitos poderão ser apontados nessa trama. “Está aberta a investigação”. Na avaliação do delegado, os suspeitos, em especial Manelito, são pessoas de extrema frieza e calculistas. “É um caso de se espantar”, concluiu.

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