“Felizes por ela estar viva”, comemora mãe de bailarina do DF que sofreu acidente em Joinville

Colisão entre a van em que estava Maria Eduarda, de 15 anos, e um caminhão impediu a apresentação. Jovem perdeu um dedo do pé

atualizado 09/10/2021 16:10

Maria Eduarda, bailarina do Guará, sofreu acidente em JoinvilleMaterial cedido do Metrópoles

Coreografia ensaiada, figurino escolhido e expectativa batendo forte no coração. Esses eram os elementos que a bailarina Maria Eduarda, de 15 anos, carregava em 7 de outubro, quando saiu da capital federal pronta para subir ao palco do Festival de Dança de Joinville, em Santa Catarina.

A moradora do Guará estava prestes a realizar um sonho. Contudo, um grave acidente entre a van em que ela estava e um caminhão interrompeu o planejamento. A jovem sofreu cortes rosto, orelha e perdeu o dedo mindinho do pé direito. A colisão ocorreu por voltas das 2h.

Maria Eduarda está internada Hospital Municipal São José. A expectativa da equipe médica é que ela receba alta neste domingo (10/10) e possa voltar para casa, onde continuará o tratamento. Ela foi a vítima que mais sofreu ferimentos.

A mãe da jovem, a professora Débora Meireles de Oliveira, de 42 anos, conta ao Metrópoles como soube do acidente e o terror das primeiras horas após a notícia. O aviso veio por telefonema de uma bailarina colega de Maria Eduarda.

“Recebi a ligação por voltas das 2h20. Foi uma sensação inexplicável. Por estar distante, me senti impotente, fiquei muito mal, mas sabia que precisava resolver. Naquele momento, não tinha certeza de nada”, conta.

Impactada pelo acidente, Débora passou por uma verdadeira maratona de horas. Comprou passagem ainda na madrugada, embarcou às 5h, chegou em Curitiba às 8h50, tomou uma van e concluiu o trajeto às 11h30, quando chegou em Joinville.

“Contei com a ajuda de uma amiga que trabalha numa agência de viagens para comprar a passagem quase às 3h da manhã”, detalha. Ao todo, ela ficou mais de 48 horas sem dormir.

Essa seria a primeira apresentação de Maria Eduarda no festival, que começou a praticar ballet aos 4 anos. Estava prevista uma performance solo e outra em grupo.

Apesar do susto, Débora diz que a filha não pensa em parar de dançar. “O acidente causará muitos problemas pessoais e profissionais, mas estamos felizes por ela estar viva. Da forma que foi não era para ela estar viva”, comemora, ao frisar que o caminhão bateu no exato local onde Maria Eduarda estava viajando.

0

Preocupada, a mãe da jovem quer voltar para casa, terminar o tratamento médico da moça e buscar a superação. “A parte psicológica só o tempo vai dizer”, pondera.

Mesmo com as marcas indeléveis do acidente, Débora encerra a entrevista com uma mensagem positiva. “Quem sabe daqui a dois anos eu não estarei dando entrevista comemorando uma bela apresentação dela no festival”, projeta.

O acidente

De acordo com informações do site NSC Total, parceiro do Metrópoles em Santa Catarina, o grupo Corpo de Baile Noara Beltrami alugou a van em Curitiba e estava a cerca de 700 metros da casa onde ficariam hospedados quando o acidente aconteceu. Oito pessoas já haviam chegado à cidade na terça-feira (5/10) e aguardavam o restante da equipe na casa alugada.

Havia 22 pessoas no veículo, com idades entre 14 e 33 anos. O grupo deveria subir ao palco entre este sábado (9/10) e a próxima quarta-feira (13/10) para a Mostra Competitiva. No entanto, não se tem informações se as apresentações serão mantidas. 

Segundo a Arteris Litoral Sul, concessionária que administra a rodovia, a colisão transversal ocorreu no quilômetro 41, embaixo do viaduto, sentido à Curitiba. As vítimas foram levadas para três hospitais e nenhuma corre risco de morrer. 

Últimas notícias