Federação Brasiliense de Futebol é suspeita de sonegação fiscal
Ministério Público investiga entidade que, entre novembro de 2015 e junho de 2017, teria sonegado R$ 350 mil de ISS

A Federação Brasiliense de Futebol é alvo de uma investigação da Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Tributária (PDOT) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A suspeita é de que a entidade tenha sonegado Imposto sobre Serviços (ISS).
Segundo o MP, entre novembro de 2015 e junho de 2017, foram promovidos 19 jogos no Distrito Federal, com estimativa arrecadação de R$ 350 mil de imposto. Esse valor, porém, não teria sido recolhido aos cofres públicos.
Nesta segunda-feira (10/7), a PDOT pediu a instauração de inquérito policial para esclarecimentos sobre a falta de retenção do tributo, a responsabilidade pela contratação da bilheteria nos jogos e para que seja cobrada do Fisco a autuação devida pela falta de recolhimento.
Atualmente, o cadastro fiscal da Federação está suspenso e novas partidas de futebol não podem ser realizadas na capital federal em virtude das pendências.
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Antes do último jogo realizado no Estádio Mané Garrincha, entre os times Flamengo e Vasco, em março de 2017, a atual gestão da Federação já havia organizado outros 18 jogos. Desses, o Fisco expediu 16 notificações para que fosse apresentada a documentação contratual, que deveria justificar uma possível isenção ou o pagamento devido. Apenas em cinco casos foram apresentadas respostas parciais. Para se ter uma ideia, na referida partida a bilheteria ultrapassou R$ 1,6 milhão.
O atual presidente da FBF, Erivaldo Alves Pereira, assumiu o comando da entidade em 2016, após a cassação do mandato de seu antecessor, em assembleia, por irregularidades na gestão. De acordo com as investigações do Ministério Público, há registros de que, desde 2015, o Fisco tenta cobrar o recolhimento do imposto ou obter a comprovação da isenção por meio de documentos.
Questionado sobre as denúncias, Erivaldo afirmou que esteve no MPDFT em maio e que o órgão deu 90 dias para que a entidade apresentasse os comprovantes de recolhimento dos impostos. “O que as empresas de segurança, limpeza, bares e demais prestadores de serviço não pagarem nós vamos assumir. Estamos cobrando e queremos encerrar tudo isso”, completou. (Com informações do MPDFT)



