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Distrito Federal

Farmacêuticos do Iges-DF paralisam atividades nesta quarta-feira (21/10)

Sindicato diz que Hospital de Base opera com 30% da capacidade; categoria cobra reajuste e adicional por insalubridade

21/10/2026 15:37
Reprodução/Sindifar-DF
Farmacêuticos do Iges-DF paralisam atividades nesta quarta-feira (21/10)

Farmacêuticos vinculados ao Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) paralisaram as atividades, nas primeiras horas desta quarta-feira (21/10). A categoria reivindica isonomia salarial, reposição das perdas inflacionárias, pagamento de adicional de insalubridade e valorização profissional.

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Segundo o Sindicato dos Farmacêuticos do Distrito Federal (Sindifar-DF), o atendimento da especialidade no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) funciona com 30% da capacidade. Nas unidades de pronto atendimento (UPAs) e no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), os profissionais adotam a chamada “operação tartaruga”, que consiste em reduzir o ritmo de trabalho.

A redução afeta, por exemplo, a análise de prescrições e a liberação de medicamentos para os pacientes. “Se tiver três farmacêuticos trabalhando, só um vai fazer a análise de prescrição e a análise de psicotrópicos para fazer a liberação. Então, aquele um vai estar ali trabalhando, mas bem lentamente”, explicou a representante da categoria, Benna Santos.

Os profissionais fizeram um ato em frente ao pronto-socorro do Hospital de Base e encerraram a manifestação no local às 11h. A mobilização começou às 7h e reuniu mais de 70 farmacêuticos, segundo o sindicato.  A operação tartaruga, no entanto, segue até as 19h, conforme a entidade.

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Reivindicações

Entre as principais reivindicações está o pagamento do adicional de insalubridade aos farmacêuticos hospitalares.

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“Trabalhamos em áreas com risco de exposição a agentes contaminantes, como substâncias químicas e materiais que podem estar contaminados por microrganismos”, acrescentou Benna.

A categoria também cobra reajuste salarial e reposição das perdas inflacionárias. De acordo com o Sindifar-DF, os profissionais não tiveram aumento neste ano.

“Seguiremos mobilizados por uma política salarial justa, pela reposição das perdas inflacionárias e pelo reconhecimento da importância dos farmacêuticos e da insalubridade do farmacêutico para a assistência à saúde”, completou.

O que diz o Iges-DF

Em nota, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) informou que orientou os gestores das unidades a avaliar as escalas de trabalho e fazer ajustes, quando necessário, para garantir a continuidade dos serviços essenciais de saúde.

O instituto afirmou que a medida busca manter as equipes necessárias ao atendimento dos pacientes, especialmente nos serviços que não podem ser interrompidos.

“O IgesDF respeita o direito de manifestação dos trabalhadores e reforça seu compromisso com a segurança dos pacientes e a continuidade da assistência à população do Distrito Federal”, declarou em nota.