Família de jovem morto por Turra convoca ato e pede nova investigação
A família de Rodrigo Castanheira convoca ato no Distrito Federal pedindo investigação dos demais ocupantes do veículo onde estava ex-piloto
atualizado
Compartilhar notícia

A família de Rodrigo Castanheira, jovem de 16 anos morto pelo ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso, 19, em uma briga ocorrida no dia 22 de janeiro, convocou ato no Distrito Federal solicitando que a esposa e amigos de Turra, que também se envolveram na confusão, sejam investigados.
A nota oficial divulgada pelo advogado da família, Albert Halex, informa que a passeata será realizada neste sábado (29/3), a partir das 9h, começando na Torre de TV e seguindo até a fachada do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
“Este ato visa exigir uma investigação completa sobre todos os integrantes do veículo que, na companhia de Pedro Turra, tiraram a vida de Rodrigo Castanheira”, diz a nota.

Solicitação de investigação
A família da vítima já havia solicitado a abertura de um inquérito em uma coletiva de imprensa feita no dia 27 de fevereiro. O advogado Albert Halex afirmou aos jornalistas que foram feitos dois pedidos à Justiça para que os outros quatro ocupantes do veículo presentes no momento da briga também sejam responsabilizados pelo crime.
Segundo o advogado Albert Halex, há indícios de que houve premeditação do crime.
“A defesa e a família têm a convicção de que houve premeditação e todos devem ser denunciados. De fato, eles praticam o crime em bando, em várias oportunidades. Em todos os outros casos de agressão de Pedro, essas mesmas pessoas também tiveram participação, então é um modus operandi”, afirmou.
Para o pai do adolescente, o engenheiro Ricardo Castanheira, todos os amigos do ex-piloto que estavam no momento das agressões tinham noção do que estava acontecendo.
“Ninguém estava ali por acaso, passeando. Eles sabiam que meu filho estava nessa festa, que tinha saído à 0h, foram lá e se reuniram para fazer isso com ele. Só a prisão do Pedro não é suficiente, porque ele não fez isso sozinho”, contou.
O advogado ressaltou que a denúncia e as investigações precisam ser feitas o quanto antes, porque, segundo ele, as provas podem se perder e ocorrer a absolvição dos envolvidos. “Essa ausência de investigação dos demais envolvidos acarreta prejuízo processual e nós já fizemos esse pedido em duas oportunidades. Agora, nosso próximo passo, já marcamos um despacho com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), para justamente fazer esse trabalho em conjunto, porque nós auxiliamos a Justiça para que todos sejam investigados”, disse.
Rodrigo Castanheira morreu no dia 7 de fevereiro após passar mais de 10 dias em coma na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Brasília em Águas Claras (DF). A causa da morte foi declarada como morte encefálica pelo neurocirurgião Fábio Teixeira Giovanetti.
Quem era Rodrigo
Rodrigo era morador do DF e estudava no Colégio Vitória Régia. Amigos, familiares e jovens da capital realizaram duas vigílias na porta do Hospital Brasília em oração ao rapaz — a última foi realizada no dia 6 de fevereiro.
Além de ser estudante, o jovem foi jogador de futebol da base do Ceilândia Esporte Clube e jovem aprendiz do programa CEP Talal Abu Allan, do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Distrito Federal (Senac-DF). Todos lamentaram a morte do jovem nas redes sociais.
