Família de Bernardo ainda aguarda que IML da Bahia libere o corpo

A mãe do bebê, Tatiana da Silva Marques, 30 anos, afirmou que a intenção é realizar o velório do filho nesta terça-feira (10/12/2019)

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atualizado 09/12/2019 12:10

O Departamento de Polícia Técnica (DPT) da Bahia confirmou, na manhã desta segunda-feira (09/12/2019) que ainda não liberou o corpo do menino Bernardo, de 1 ano e 11 meses. A unidade, que fica na cidade de Itaberaba, aguarda a presença de parentes da criança para que seja permitido o transporte.

A mãe do bebê, Tatiana da Silva Marques, 30 anos, afirmou que a intenção é realizar a liberação e o traslado do filho o mais rápido possível para que o velório ocorra nesta terça-feira (10/12/2019). A funerária contratada para o serviço disponibilizará dois motoristas para que não haja interrupção no trajeto de quase 1,3 mil quilômetros entre a cidade baiana e o DF.

No último fim de semana, o Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA) da Polícia Civil do DF concluiu, por meio de exames genéticos, a identificação do corpo encontrado na Bahia. Com técnicas avançadas, o trabalho foi realizado em menos de seis horas.

Amostras biológicas colhidas em Itaberaba (BA), onde o corpo está, chegaram a Brasília na aeronave da PCDF por volta das 12h30 de sábado (07/12/2019). O material veio com a equipe da DRS e foi entregue ao médico-legista e diretor do IPDNA, Samuel Ferreira.

O exame que comprovou a identidade do menino Bernardo foi concluído em cinco horas e 30 minutos. A agilidade na análise foi motivada pela resposta humanitária que os peritos da Polícia Civil queriam dar à família da criança.

“Quando a avó desceu do avião em Brasília [no sábado], ao lado da equipe policial, ela me fez um apelo emocionado pedindo para que identificássemos o corpo do neto. Temos experiência em situações como essa e entendemos a angústia da família”, explicou o diretor do IPDNA.

Sequestro e morte

No dia 29 de novembro, Bernardo foi levado pelo pai ao sair da creche na Asa Sul. Preso dois dias depois, na Bahia, o servidor do Metrô-DF Paulo Roberto de Caldas Osório disse à polícia ter matado o filho.

Paulo usava medicamentos controlados. Tomava hemitartarato de zolpidem: remédio que ajuda pacientes com insônia a adormecerem. Aos investigadores da DRS, o homem afirmou ter dopado o pequeno Bernardo com o sonífero usado em seu tratamento. A morte, conforme contou, teria sido provocada por uma superdosagem da substância.

Confira fotos do caso:

Em seu relato à polícia, o homem disse ter diluído três comprimidos no suco de uva que deu ao filho. Um copo infantil foi achado na casa de Paulo, na 712 Sul. Dentro do carro dele, havia pacote de biscoito e uma faca.

 

Veja vídeo em que Paulo fala sobre o crime:

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