Falso Negativo: Justiça autoriza transferência de Iohan Struck para Papuda

O ex-subsecretário de Administração Geral da Secretaria de Saúde estava no DCCP, passará pelo CDP II e vai para a Ala dos Vulneráveis

atualizado 23/09/2020 19:46

Iohan Andrade Struck, subsecretário de Administração Geral da Secretaria de Saúde do DFReprodução

A juíza da vara de Execuções Penais, Leila Cury, autorizou, na noite desta quarta-feira (23/9), a transferência de Iohan Andrade Struck para o Complexo Penitenciário da Papuda. O ex-subsecretário de Administração Geral (SUAG) da Secretaria de Saúde do DF já pode sair da Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP) para a ala dos presos vulneráveis.

Investigado no âmbito da Operação Falso Negativo, Iohan Struck  era considerado foragido da Justiça até as 17h20 de terça-feira (22/9), quando se apresentou às autoridades. Conforme a decisão da magistrada, ele vai para a Ala G, do Bloco F, da Penitenciária do DF (PDF I), mas somente depois de observada a necessária quarentena no CDP II, pelo período de 14 dias, como medida sanitária em razão da pandemia, observadas as suas condições pessoais.

A juíza concedeu autorização solicitada pela Direção da DCCP.

Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), Iohan e seus comparsas teriam roubado, pelo menos, R$ 18 milhões dos cofres do GDF. Os promotores pediram o ressarcimento solidário de R$ 46 milhões a Iohan e a outros 14 denunciados.

Foragido desde 25 agosto, Iohan buscava costurar colaboração com o MPDFT por meio de seus advogados. Ele queria contar sua versão aos promotores, mas estava fazendo de tudo para evitar a prisão.

O que pesa contra Iohan

De acordo com a denúncia feita pelo MPDFT, Iohan Struck, como Subsecretário de Administração Geral (SUAG), era a pessoa incumbida de conduzir os procedimentos licitatórios de modo a viabilizar a vitória da empresa previamente escolhida pelo grupo.

Segundo os promotores, o servidor, além de realizar atos fraudulentos no âmbito de suas atribuições, chegava a concentrar para si atos administrativos importantes, como a pesquisa de preços – que, na maioria das vezes, sequer ocorria e que, quando existia, era viciada.

Nessa linha, os promotores apontam que o denunciado ainda se movimentava para buscar a efetivação do certame, como no caso em que ele conseguiu obter no Fundo de Saúde do Distrito Federal verba até então inexistente para contratar a empresa Biomega.

“Vale dizer, era a pessoa responsável por providenciar o encaminhamento necessário aos procedimentos até o seu desfecho desejado pela organização criminosa”, diz a denúncia do MPDFT sobre Iohan.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Iohan Struck.

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