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Distrito Federal

Fábio Felix registra ocorrência por ameaças, injúria e homofobia

Ao todo, 36 perfis nas redes sociais são apontados por emitirem mensagens homofóbicas e ameaças de morte ao distrital

18/05/2021 08:41, atualizado 18/05/2021 09:34
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Deputado distrital Fábio Felix

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga denúncias de ameaças, injúrias e ofensas homofóbicas desferidas contra o deputado distrital Fábio Felix (PSol). O parlamentar registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual (Decrin) nessa segunda-feira (17/5).

Fábio tem sido alvo de diversos ataques virtuais desde o início do mandato na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), em janeiro de 2019. Em nota, o distrital explica que decidiu registrar uma ocorrência junto à PCDF por que os ataques evoluíram para ameaças e crime de homotransfobia.

“É grave o momento que atravessamos no Brasil, onde divergências políticas motivam ataques de ódio e escancaram o preconceito. Mas não nos calarão!”, declara Fábio Felix.

O parlamentar não revelou os remetentes das mensagens a pedido da PCDF, para não prejudicar o andamento das investigações. Ao todo, 36 perfis nas redes sociais são investigados por mensagens do tipo: “Tem sorte q eu não moro no mesmo estado que você, seu merda” e “Mata tudo inclusive tu, que não vale nada”.

“Nós já havíamos implementado um monitoramento de redes para avaliar riscos. Já tinha sido alvo de muita hostilidade e de intimidação, mas agora o teor das mensagens configura clara ameaça a minha segurança, além de ataques homofóbicos. Estamos adotando as medidas cabíveis para garantir a minha segurança e a de todos que trabalham em nosso mandato”, disse o distrital.

A delegada chefe da Decrin, Ângela Maria dos Santos, à frente do caso, explica que todo crime deixa rastros. “Independentemente de ser físico ou virtual, a polícia segue esses rastros com as técnicas de investigação. Os autores serão identificados e indiciados, para que possam ser levados a julgamento pelo crime cometido”, diz.