Exclusivo. Servidor do Bacen detalha agressões de mulher: “Quebrou tablet na minha cabeça”

Eduardo Nunes Rodrigues, 49 anos, contou aos enteados que também levou uma facada no braço após perguntar a Maruzia Brum para onde ela iria

atualizado 18/09/2021 9:32

homem ferido sentado na camaReprodução

Em um ambiente acolhedor proporcionado pelos três enteados, o servidor aposentado do Banco Central (Bacen) Eduardo Nunes Rodrigues, 49 anos, começou a revelar detalhes dos maus-tratos e agressões cometidos pela própria esposa, Maruzia das Graças Brum Rodrigues, 53 anos. Além de ter contado o que motivou a mulher a esfaquear seu braço, o ex-analista disse que ela ainda quebrou um tablet em sua cabeça.

O aposentado explicou aos enteados que a facada desferida por Maruzia ocorreu após ele fazer uma simples pergunta: queria apenas saber para onde a companheira iria. “Ela disse que não daria explicação a um doido patológico. E, após dizer que a empregada gostava de conversar comigo e me achava sociável, pegou a faca de mesa e me acertou”.

Um novo ataque de fúria de Maruzia ocorreu logo após a história dos maus-tratos ser publicada em primeira mão pelo Metrópoles, no último sábado (11/9). Descontrolada ao ler a notícia, a mulher pegou um tablet dado de presente ao aposentado por uma das enteadas e quebrou na cabeça de Eduardo.

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Ataque com chave

O aposentado revelou outros ataques violentos cometidos por Maruzia. Em uma das ocasiões, Eduardo foi golpeado no peito com uma chave de carro. “Além da tortura psicológica e das humilhações, ela fazia com que eu me sentisse um peso, uma pessoa inútil. Mas tenho consciência do que acontece ao meu redor”, disse Eduardo a Mayana Brum, uma das enteadas.

Os enteados levaram o servidor aposentado ao médico, que se assustou com a dosagem de medicamentos ministrados sem necessidade. A maioria servia para mantê-lo dopado. “Várias receitas eram duplicadas para compra exagerada de remédios com alta capacidade de sedar o paciente. O médico disse que Eduardo não precisava de uma série daqueles medicamentos”, explicou a agora tutora.

Desde que a Justiça decidiu que a curatela provisória ficaria com uma das enteadas, Eduardo se afastou da ex-companheira. Ele ganhou roupas novas, perfume, sapatos, além de meias e cuecas. Apesar dos vencimentos próximos a R$ 23 mil, faltavam itens de necessidade básicos, como desodorante. “Ele vivia como um bicho, praticamente não tinha o que vestir. Para se ter uma ideia, o pouco que possuía foi trazido dentro de um saco de lixo, pois nem uma mochila ele tinha”, revelou Mayana.

O caso

Vídeos, fotos e uma série de documentos foram juntados pelos três irmãos, filhos da suposta autora. O inquérito foi instaurado na 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul). O caso veio à tona após uma viatura da Polícia Militar e uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) serem acionadas para socorrer o servidor, em 8 de setembro.

Na delegacia, as testemunhas, filhas de Maruzia, contaram que a mãe dopava e agredia o aposentado, além de obrigá-lo a tomar medicamentos usados para castração química. A motivação da mulher seria controlar a aposentadoria do ex-analista do Bacen.

Os enteados da vítima esperaram o momento em que a mãe estaria passando por procedimentos de cirurgia plástica em um hospital no DF para tentar visitar Eduardo e descobrir em que condições ele vivia. Grogue e prostrado em uma cama, o homem não conseguia falar com coesão e apresentava hematomas e lesões nos braços.

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