Estudante de direito assassinada no DF será enterrada nesta terça-feira

O velório da jovem Milena Cristina Gonçalves, 24 anos, está previsto para começar às 12h30, na Capela 6 do Cemitério de Taguatinga

atualizado 18/10/2021 17:47

Covas não recebem visitasHugo Barreto/Metrópoles

O enterro da jovem Milena Cristina Gonçalves, 24 anos, assassinada no último sábado (16/10) na QN 08 do Riacho Fundo II, será realizado nesta terça-feira (19/10), no Cemitério de Taguatinga. O velório está previsto para iter início às 12h30, na Capela 6, e o sepultamento será às 15h.

Mais cedo, a Justiça do Distrito Federal decretou a prisão preventiva de Gabriel Henrique de Oliveira Borges, 28 anos, suspeito de assassinar a estudante de direito. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o autor do crime disse que passou a noite com ela, mas não se lembra do que ocorreu após “a relação sexual violenta”. Ele estaria drogado.

Para a Justiça, o crime foi praticado de forma dolosa, quando há intenção de matar. Assim, de acordo com a decisão na audiência de custódia, Gabriel, preso anteriormente em flagrante, continuará no Centro de Detenção Provisória, no Complexo Penitenciário da Papuda, até o dia do julgamento.

O crime foi registrado na 27ª DP (Recanto das Emas). Segundo o delegado Pablo Aguiar, o homem teria ido para a casa da vítima com outras duas pessoas. “Lá houve consumo de bebida alcóolica e entorpecentes. Depois disso, ele levou todo mundo embora, mas voltou, pois os dois já teriam flertado”, conta.

No depoimento à polícia, o jovem ainda comentou que eles tiveram uma “relação sexual violenta”. O suspeito, no entanto, não soube detalhar a situação após o sexo. “Depois disso, ele só disse que apagou do lado dela e acordou com ela morta. Foi aí que ligou para a PM”, disse o policial.

Pablo explica que, em um primeiro momento, o homem foi autuado pelo delegado que estava de plantão por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e uma fiança de R$ 5 mil foi arbitrada. Após audiência de custódia, houve mudança na natureza do crime de homicídio culposo para doloso.

“Meu entendimento foi diferente do delegado de plantão. Desde o princípio, foi um entendimento na linha do homicídio doloso, e não culposo”, ressaltou o atual delegado responsável pelo caso.

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), ela apresentava um hematoma na região do pescoço. O socorro foi acionado às 9h17, mas, quando a corporação chegou ao local, já encontrou o corpo com manchas de hipóstase, que é a coloração decorrente do acúmulo de sangue em algumas regiões do corpo.

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