Estudante brasiliense consegue bolsa integral na Universidade de Harvard

Eduardo Vasconcelos Goyanna Filho, 18 anos, é um dos três brasileiros que ganharam a oportunidade de estudar nos Estados Unidos

atualizado 21/01/2021 1:02

Um estudante brasiliense de 18 anos conseguiu ser aprovado no ciclo de admissão com o maior número de participantes da história da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Com previsão de início das aulas para agosto, Eduardo Vasconcelos Goyanna Filho (foto em destaque) poderá estudar em um dos mais conceituados centros de ensino do mundo. Outros dois brasileiros, um de Pernambuco e outro de São Paulo, também passaram.

A notícia da aprovação veio em dezembro e, conforme ele próprio conta, já havia uma grande carga emocional antes mesmo de ler o resultado. “Eu já comecei a chorar sem saber se tinha passado ou não. É um sonho que demandou muito de mim e da minha família. Chegar naquele ponto já era muito importante”, explica o jovem.

Para atingir este estágio, Eduardo passou pelo menos os últimos quatro anos se preparando. “Eu queria atingir meu objetivo sem atrapalhar financeiramente minha família, que não tinha condições de pagar uma escola particular direito, imagina estudar em Harvard. Foi com muita ajuda da Fundação Estudar e de outros locais que consegui chegar a essa bolsa de 100%”, comemora.

O estudante explica que, para ser aprovado na universidade estadunidense, não basta apenas ter boas notas, a exemplo do Brasil. É necessário mostrar também envolvimento com a comunidade. “Grande parte da minha admissão foi devido a um trabalho voluntário que faço no Lago Norte, com crianças em situação de vulnerabilidade. Dou aula de civismo, democracia e inglês. Também fui eleito para o Parlamento Jovem Brasileiro, da Câmara dos Deputados, depois de apresentar um projeto de lei sobre socioeducação”, explica.

Em Harvard, ele tem a intenção de continuar ajudando pessoas que não conseguem ter oportunidades. “O primeiro ano e meio serve para fazermos diversas matérias, mas pretendo seguir a área de governo aliado com economia.”

Depois de terminar o curso, Eduardo afirma que planeja voltar ao Brasil. “Eu não vejo sentido de ir e não voltar. Meu sonho é reduzir a criminalidade infantil com ações preventivas, principalmente”, comenta.

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Preparativos

Embora as aulas comecem só em agosto, Eduardo já está preocupado em como será a ida dele para Harvard. Afinal, a pandemia ainda é uma realidade e, muito provavelmente, permanecerá assim até o meio do ano. “Eu espero que a troca do presidente por lá facilite um pouco a entrada de estudantes estrangeiros. Apesar de todo o apoio que venho recebendo, a gente ainda está com dificuldades de tirar o visto e, até a minha viagem, é provável que aceitem apenas vacinados no país”, pondera.

Na parte de acomodação, pelo menos, ele não precisará pensar. Com a bolsa de 100%, a universidade pagará qualquer necessidade dele, desde um quarto até mesmo um casaco de inverno para o frio. “Fiquei muito feliz, pois esse era meu objetivo”, conta.

A maior dificuldade que ele prevê enfrentar é a adaptação a uma cultura nova e a viver sozinho. “Passar uma camisa social com certeza é uma preocupação”, brinca. A comida é outra coisa que fará falta. “Quero aprender a culinária brasileira para poder fazer sozinho e matar a saudade”, diz.

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