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Esplanada está fechada neste fim de semana para protestos bolsonaristas

Até o momento, segundo a PMDF, a via S1 está fechada, a partir da Rodoviária, e a N1, interditada da L4 Norte até o Teatro Nacional

atualizado

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Rafaela Felicciano/Metrópoles
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1 de 1 esplanada-fechada-manifestacao (1) - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Esplanada dos Ministérios, em Brasília, foi isolada na manhã deste sábado (7/1). Até o momento, a via S1 está fechada, a partir da Rodoviária, e a N1, interditada da L4 Norte até o Teatro Nacional.

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) informou que a região teve o trânsito bloqueado para “receber as manifestações bolsonaristas previstas para este domingo (7/1)”.  Segundo a corporação, não há previsão da liberação do tráfego de veículos na região.

Um convite para manifestação na Esplanada dos Ministérios passou a circular nas redes sociais na quarta-feira (4/1). Pelo WhatsApp, bolsonaristas prometem “invadir” Brasília por 72 horas. Diferente de atos pacíficos, esse movimento não foi oficializado junto às forças de segurança da capital federal.

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Em conversas obtidas pelo Metrópoles, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro chegaram a afirmar que a iniciativa trata-se de “tomada do Poder”, em referência à intervenção militar.

“É algo para nós: homens e mulheres que querem ver o Brasil livre das mãos de vagabundos. [Pessoas] dispostas a, se preciso for, levar gás na cara, cacete no lombo e ser preso, pois a ordem será o uso da força para conter nossa movimentação. Temos de resistir e estarmos prontos para o que der e vier”, declarou um apoiador no aplicativo de mensagem.

Confira:

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O protesto vem sendo divulgado em redes como o Telegram. Nos grupos, bolsonaristas chamam mais pessoas para a “guerra”, convocam quem tenha armamento — como Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) — e organizam caravanas.

Nas manifestações de 7 de Setembro de 2022, quando Jair Bolsonaro estava no poder, dez protestos foram protocolados na SSP, a maior parte a favor do então presidente. Os movimentos, tanto a favor quanto contra o governo, aconteceram sem grandes intercorrências.

Agora, com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) presidente, apoiadores de Bolsonaro, derrotado nas urnas, instigam rupturas do Estado democrático. O Metrópoles mostrou o teor da organização para os próximos dias. Em outros grupos, líderes falam em atiçar apoiadores do movimento para que eles compareçam com “sangue nos olhos” e se prepararem para levar tiro de borracha.

Ouça o áudio:

“A ideia é essa: não é ir para ficar com paz e amor, não. É para entrar, não com flor… É para ir já sabendo que vai levar borrachada e uns tiros”, diz. Em outro áudio, um segundo homem diz que haverá invasão ao Congresso Nacional. Os grupos também orientam como minimizar os efeitos do gás lacrimogêneo, geralmente utilizado pela Polícia Militar para dispersão de manifestações violentas.

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