"Espero que não seja política", reage Celina Leão sobre greve no Metrô-DF
Segundo a governadora, o GDF tem feito investimentos para a melhorar o sistema metroviário e está aberto para dialogar com a categoria

A governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP) reagiu ao indicativo de greve dos metroviários do Distrito Federal, durante visita à Feira do Produtor de Ceilândia, nesta sexta-feira (28/8). A categoria responsável pela operação do Metrô-DF anunciou paralisação por tempo indeterminado a partir de terça-feira (1º/9).
“Eu espero que essa greve não seja política, porque a população tem um entendimento quando a greve é política”, afirmou Celina Leão. “As ações de investimento estão acontecendo”, defendeu.
“Acho que o sindicato tem direito de fazer as manifestações que quiser. Mas, desde quando eu assumi [o governo do DF], minha determinação foi fazer investimento total no Metrô”, declarou. “Ninguém nunca teve coragem de licitar novos vagões, eu cheguei e licitei 15 novos vagões. A licitação está em curso, são mais de R$ 900 milhões”, argumentou a governadora.
“A luta deles é por reajustes, por outras situações e também por investimento, mas a nossa parte nós estamos fazendo”, completou, destacando que o presidente do Metrô, Handerson Cabral Ribeiro, está à disposição para atender os metroviários.
Ainda sobre o metrô do DF, Celina declarou que o governo vai licitar um novo sistema de operação e energia, com investimento previsto de R$ 1,7 bilhão.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFApesar das promessas de investimentos, o Metrô tem apresentado problemas de operação, levando transtornos aos passageiros. Celina Leão comentou sobre as falhas. “O Metrô precisa da troca de sistema, de novos vagões. A gente liberou quase R$ 100 milhões para a recuperação”, disse.
Mais sobre a greve
- O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (Sindmetrô-DF) aprovou, nessa quarta-feira (26/8), a greve dos profissionais da categoria;
- A greve começa na próxima terça-feira (1°/8). Não se sabe a porcentagem de servidores que irão aderir à paralisação;
- Segundo a entidade, a confirmação da greve ocorre após meses de negociação buscando melhorias com o Governo do DF (GDF);
- O sindicato argumentou que a principal reivindicação da categoria é para que o GDF faça um novo concurso público para recompor o quadro de metroviários. Além disso, a carreira também luta por reajuste salarial;
- A Companhia Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), afirmou, em nota, que mantém as negociações com os metroviários e considera “prematura” a paralisação;
- “Desde o início da mediação, o Metrô-DF tem participado ativamente de todas as tratativas conduzidas pelo Tribunal, adotando providências administrativas concretas para viabilizar as reivindicações apresentadas”, declara a Companhia.
FAC-DF
Celina comentou a suspensão do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC-DF), determinada nessa quinta-feira (27/8). “A questão é orçamentária. Houve redução de todos os cortes, todo mundo cortou 25% [de orçamento]. A Cultura não quer cortar?! A cultura é melhor do que a Saúde?! Do que a Educação?! Nós tivemos corte em todas as áreas”, comentou Celina Leão.
A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec-DF) suspendeu o edital do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) I de 2026 por falta de verba para a análise dos projetos inscritos. O custo para a contratação dos profissionais que ficariam responsáveis pelas avaliações é de R$ 992,7 mil.
Na quinta-feira, durante conversa com representantes dos delegados do DF, Celina argumentou que a suspensão não significa a extinção do Fundo. “[O corte] não significa que nós não vamos ter FAC; significa que, neste momento, o orçamento foi diminuído para pagar Saúde e prestação de serviço público”, disse.
Horário de TV e temporários
O horário eleitoral gratuito começa a ser transmitido na TV nesta sexta-feira. Para Celina, o novo espaço será positivo.”É uma comunicação universal, você consegue comunicar o que está fazendo e o que quer fazer”, declarou. “Realmente não vai ser aquilo que acontece às vezes nos debates, onde ninguém me deixa falar. A oportunidade que a gente tem de falar é muito pequena”, comentou.
Por fim, Celina voltou a prometer a substituição de professores temporários por efetivos. “São mais de 2,5 mil profissionais”, resumiu.
