Escolas do DF aderem à greve geral e paralisam atividades nesta sexta

Estabelecimentos particulares e da rede pública de ensino, além de diversas faculdades, amanheceram de portas fechadas

atualizado

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Elefante Branco
1 de 1 Elefante Branco - Foto: Ricardo Botelho/Metrópoles

Pelo menos cinco escolas particulares do Distrito Federal, colégios da rede pública de ensino, além de diversas faculdades, aderiram à greve geral dos trabalhadores nesta sexta-feira (28/4).

Entre os estabelecimentos particulares de ensino que amanheceram de portas fechadas estão o Centro Educacional Maria Auxiliadora, Sigma, Colégio Olimpo, Moraes Rêgo e Colégio Batista. De outro lado, as aulas no Leonardo da Vinci e no Colégio La Salle ocorreram normalmente.

De acordo com o Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF), docentes da rede pública também cruzaram os braços em todas as regiões administrativas da capital. A Secretaria de Educação diz que ainda não tem o balanço de quantas escolas, de um universo de 663 unidades de ensino, não funcionaram nesta sexta.

O estudante Marcos Vinicius de Araújo, 15 anos, que faz o primeiro ano do ensino médio no Elefante Branco, na 907 Sul, disse que, apesar de ser um direito legítimo de toda a população, os estudantes da rede pública do DF sairão prejudicados com a paralisação.

“Nós já estávamos há um mês sem aula por conta da greve da categoria. Desde que os professores voltaram para as escolas, ainda não tivemos aulas na sexta-feira por causa dos feriados. Têm matérias que não estão sendo acompanhadas. É preocupante”, desabafou.

 

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Para o estudante Marcos Vinícius de Araújo da Silva, 15 anos, a adesão dos professores à greve prejudica os alunos

Professores e servidores de faculdades particulares também pararam em defesa do movimento nacional contra as reformas do governo Michel Temer (PMDB/SP). A União Pioneira de Integração Social (Upis) e a Universidade Paulista estavam vazias nesta manhã.

A estudante Débora Nascimento, 32 anos, cursa enfermagem na Unip, na 913 Sul, e chegou na faculdade para fazer uma prova. “Sabia que não teria aula, mas a prova estava mantida. Como muitos alunos dependem de ônibus e não conseguiram chegar, a professora resolveu mudar a data. A paralisação é legítima, mas não deixa de prejudicar. Isso acaba atrasando o fim do semestre”, disse.

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