Escola rural do DF enfrenta falta de infraestrutura para alunos
Segundo denúncia de uma professora, a Escola Classe Quebrada dos Néris (Paranoá) não tem capacidade física para atender a demanda dos alunos

Uma professora da Escola Classe Quebrada dos Néris, localizada na área rural do Paranoá (DF), denunciou uma série de problemas estruturais enfrentados pela unidade. Entre as reclamações estão a falta de espaço adequado para atender os alunos, a presença de animais peçonhentos e a ausência de suporte da equipe pedagógica.
Segundo a denúncia, a escola funciona em instalações inadequadas, com “puxadinhos” e sem estrutura física para atender a demanda dos alunos, com quatro salas de aula e um banheiro para aproximadamente 100 crianças, sendo 50 no turno matutino e outras 50 no vespertino.
Em nota ao Metrópoles, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) reconheceu a necessidade de melhorias na unidade e afirmou que já adota providências para viabilizar a construção de uma nova escola.
“O processo de regularização e ampliação do lote foi realizado junto à Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), resultando na celebração de Termo de Cessão de Uso, publicado no DODF nº 236, de 15 de dezembro de 2025. Atualmente, a secretaria reúne a documentação necessária e desenvolve as etapas técnicas que subsidiam a elaboração do projeto arquitetônico da nova escola”, informou a pasta.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFNa escola também teria sido registrado a presença recorrente de animais peçonhentos, como cobras. Além disso, a sala destinada aos professores não teria espaço suficiente para acomodar todo o corpo docente. A cozinha da unidade, ainda segundo a denúncia, é considerada pequena e já teria sido palco de acidentes de trabalho.
A professora afirma ainda que um dos turnos da escola fica frequentemente sem o suporte adequado da equipe pedagógica e da gestão. De acordo com o relato, a situação contribui para o acúmulo de conflitos internos, que seriam ignorados pela direção da unidade.

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Ver todasAssédio moral
Além dos problemas estruturais, docentes relatam episódios de assédio moral e discriminação dentro da escola. Segundo a denúncia, a gestão adotaria uma postura excludente e capacitista em relação a uma servidora diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Também haveria registros de servidores que teriam sido pressionados a trabalhar mesmo estando afastados por atestado médico.
A Secretaria de Educação afirmou que a Subsecretaria de Gestão de Pessoas informou que, até o momento, não chegou ao conhecimento da pasta nenhum registro formal sobre essas situações envolvendo profissionais da instituição.



