Vídeo. Boate expõe prostitutas em beira de estrada para atrair clientes

Rebolando às margens da BR-070, as garotas de programa são usadas como chamariz pelo estabelecimento em busca de frequentadores

atualizado 10/09/2020 19:57

mulheres dançandoReprodução

Vídeos e fotografias que viralizaram nas redes sociais nos últimos dias mostram um grupo de garotas de programa dançando com pouca roupa às margens da rodovia BR-070, que liga o Distrito Federal ao município de Águas Lindas (GO), na região do Entorno.

As imagens gravadas por uma funcionária da boate Rancho dos Patrões mostram que o estabelecimento voltou a funcionar a pleno vapor, após ter ficado fechado devido à pandemia da Covid-19. Rebolando na beira da pista, as garotas de programa são usadas como chamariz para atrair a clientela masculina.

Em vídeos gravados em um final de tarde (abaixo e na reprodução da foto em destaque), com grande fluxo de veículos na rodovia, uma fila de garotas de programa de minissaia dançam na entrada da boate, que fica bem próximo à BR.

“Como prometido, é Rancho dos Patrões que fala, né? Só pra vocês, todinha de vocês. Olha isso aqui. Ai bebê,  a casa do momento, Rancho dos Patrões. Podem tentar, podem tentar, ninguém consegue isso aqui”, diz a funcionária da casa noturna enquanto filma as prostitutas rebolando.

Nas imagens, em nenhum momento, as garotas de programa aparecem usando máscara de proteção facial. O vídeo não faz qualquer menção ao cumprimento das normas de distanciamento e segurança para evitar o contágio pelo novo coronavírus. Com a movimentação das garotas, o trânsito chegou a ficar engarrafado na rodovia. Muitos motoristas reduziam a velocidade para acompanhar o “show” e filmá-lo com celulares.

Assista:

Veja fotos do “show” à beira da BR: 

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Open Xeca

A mesma boate já havia sido alvo da Polícia Civil de Goiás (PCGO), em 2019, quando foi divulgado nas redes sociais e aplicativos como o WhatsApp que a casa de shows promoveria uma festa diferente. Os homens poderiam fazer sexo livremente com as garotas de programa, que foram contratadas mediante pagamento de cachê pelos organizadores.

Para participar da orgia, era preciso desembolsar R$ 300 pelo ingresso. A propaganda acabou viralizando e chegou até a área de inteligência do Batalhão da Polícia Militar de Águas Lindas, que decidiu investigar o possível crime de exploração sexual. Foi deflagrada uma operação de revista durante a festa.

Responsáveis pelo evento foram levados para o Centro Integrado de Operações em Segurança (Ciops) de Águas Lindas. Em depoimento, um dos suspeitos confirmou que o local funcionava como casa de prostituição e que havia contratado garotas de programa para participarem da festa. O homem acabou autuado por rufianismo, crime que tipifica a exploração sexual.

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