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Entorno e Goiás

Dentista é preso suspeito de crimes sexuais contra adolescentes

Suspeito, que atua como dentista e professor universitário, é investigado por crimes sexuais que teriam ocorrido dentro do consultório

12/05/2026 17:44, atualizado 12/05/2026 21:02
Reprodução
Dentista é preso suspeito de crimes sexuais contra adolescentes

O dentista Diego Cesar Marques (foto em destaque), 32 anos, foi preso preventivamente, nessa segunda-feira (11/5), investigado pela prática de diversos crimes sexuais contra mulheres e adolescentes no município de Iporá, na região oeste de Goiás.

O mandado de prisão foi cumprido pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Iporá, vinculado à 20ª DRP.

Conforme apurado durante as investigações, o suspeito, que atua como dentista e professor universitário, já havia respondido anteriormente por dois casos de assédio sexual.

Os crimes teriam sido supostamente praticados contra colegas de trabalho, em 2023, em um hospital particular onde trabalhava, ocasião em que celebrou acordos penais.

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As diligências apontam que, em menos de dois anos, o investigado teria voltado a praticar delitos sexuais. Desta vez, contra uma adolescente, em sua clínica particular, no mês de fevereiro de 2026, e contra outra adolescente, na clínica da instituição de ensino superior onde leciona, em abril de 2026.

Segundo a autoridade policial responsável pelo caso, o investigado estaria utilizando sua influência no meio social e acadêmico para tentar obstruir as investigações e manipular elementos probatórios, incluindo depoimentos testemunhais e documentos.

As investigações prosseguem com o objetivo de apurar a prática dos crimes de importunação sexual e estupro de vulnerável, inclusive com possível utilização de medicamentos sedativos.

O que diz a defesa do advogado

O advogado que representa o dentista afirmou que a prisão preventiva “não deve subsistir”, sob o argumento de que o investigado vinha cumprindo todas as medidas cautelares impostas pela Justiça da comarca de Iporá (GO).

Em nota enviada à imprensa, o advogado sustenta que Diego “em momento algum deixou de cumprir qualquer das medidas impostas”.

O defensor também classifica como “totalmente abrupta” a imputação do crime de estupro de vulnerável e alegaram que a acusação contraria o ordenamento jurídico e a jurisprudência dos tribunais superiores.

Por fim, o advogado informou ainda que já protocolou pedido de revogação da prisão preventiva, alegando ausência de elementos que justifiquem a manutenção da medida.