Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Entorno e Goiás

Criança de 7 anos é baleada no rosto após pegar arma do padrasto em GO

Segundo a PCGO, menino de 7 anos encontrou a arma dentro de um armário e foi atingido no rosto após um disparo; estado de saúde é estável

05/06/2026 08:52, atualizado 05/06/2026 13:34
Rudy and Peter Skitterians/Pixabay
Imagem preto e branco de homem segurando pistola criança MT

Uma criança de 7 anos ficou ferida no rosto após pegar a arma do padrasto e ser atingida por um disparo dentro de casa, nessa quarta-feira (3/6), em Uruaçu (GO).

Segundo o delegado da Polícia Civil de Goiás (PCGO) Sandro Costa, o menino teve acesso ao armamento em um momento de “não-vigilância” dos responsáveis.

“Ele subiu no móvel, acessou a arma que estava dentro de um armário a uma certa altura, e naquela posição aconteceu um disparo que atingiu a face esquerda do seu rosto”, disse o delegado.

A arma pertencia ao padrasto da criança. Após o disparo, o homem prestou socorro e levou o menino ao hospital. Posteriormente, a criança foi transferida para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia.

Segundo o delegado, a vítima responde bem aos tratamentos e deve se recuperar em breve.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Durante o deslocamento entre os hospitais, o padrasto foi abordado por equipes da Polícia Militar de Goiás (PMGO) e encaminhado à delegacia de Uruaçu pela Companhia de Policiamento Especializado (CPE).

Ele foi detido, levado para a delegacia e autuado em flagrante pelos crimes de omissão de cautela e lesão corporal culposa. Após pagar fiança de R$ 10 mil, ele foi solto.

A polícia não informou se o homem tinha autorização para ter a arma em casa.

Ainda conforme a investigação, o homem admitiu ser o proprietário da arma e afirmou que não imaginava que as crianças soubessem da existência do armamento no local.

Segundo a PCGO, as investigações continuam para apurar se outra criança que estava na residência teve alguma participação no ocorrido.

Os policiais também apuram se houve alteração da cena do fato com o objetivo de dificultar ou induzir a erro a investigação, hipótese que pode configurar crime de fraude processual.