Cachorro fez companhia a motorista que ficou preso às ferragens ao lado de corpos. Veja vídeo

Em entrevista ao Metrópoles, bombeiro que participou do resgate afirmou que o acidente foi causado pelo volante do carro, que soltou

atualizado

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Material cedido ao Metrópoles
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1 de 1 cachorro-ribanceira - Foto: Material cedido ao Metrópoles

Além do sobrevivente Marcos César Santos, de 48 anos, o cachorro da família, Simon, também passou três dias na ribanceira após o acidente que lançou o carro da família para fora da pista na GO-118, entre Teresina de Goiás e Alto Paraíso de Goiás.

Marcos ficou preso às ferragens, sem conseguir sair do automóvel, ao lado dos corpos de sua esposa, Aline da Silva Souza, de 42 anos, e do seu pai, Odilon Gonçalves da Silva, de 77. O cãozinho, apesar de não ter se ferido com gravidade, ficou fazendo companhia para ele durante as 72 horas de angústia

O detalhe foi revelado ao Metrópoles pelo sargento Jouber Chaves, bombeiro responsável pelo resgate. “Além de se hidratar com uma garrafa térmica de 5 litros e uma garrafa descartável de 2 litros de água, ele também tinha um lençol, com o qual cobriu a si mesmo e o cachorro”, relatou.

A família estava desaparecida desde a última quinta-feira (4/6), quando retornava para Formosa (GO) de uma viagem ao Tocantins. O veículo só foi encontrado três dias depois, na manhã de domingo (7/6), durante as buscas feitas pelos próprios familiares. Um deles avistou um reflexo às margens da rodovia, parou para verificar o que era e acabou localizando o carro no fundo da ribanceira.

O bombeiro também revelou o que teria provocado o acidente. De acordo com o relato feito por Marcos aos socorristas, o veículo saiu da pista após uma falha no sistema de direção.

“Ele nos relatou que perdeu o controle porque o volante soltou ou quebrou. Não soube dizer se foi a barra de direção ou o próprio volante, mas disse que o problema aconteceu pouco antes da saída de pista”, afirmou Jouber.

Sobrevivendo ao lado dos corpos

Segundo os bombeiros, Odilon Gonçalves da Silva, pai de Marcos, morreu ainda no momento do impacto, em razão da gravidade dos ferimentos. Já Aline da Silva Souza, esposa do sobrevivente, resistiu por aproximadamente um dia após a queda do veículo. Durante esse período, Marcos permaneceu ao lado dela e tentou mantê-la acordada enquanto aguardavam socorro na ribanceira.

Mesmo consciente durante todo o tempo, Marcos não conseguiu buscar ajuda. Ele sofreu fraturas no tornozelo direito e no braço direito, o que o deixou praticamente imobilizado. Sem sinal de celular e em um trecho de difícil visualização para quem trafegava pela GO-118, o motorista passou cerca de 72 horas preso no local, ao lado dos corpos da esposa e do pai, até ser localizado pelos próprios familiares, que faziam buscas pela região.

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