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Entorno e Goiás

Audiência de religiosos suspeitos de lavagem de dinheiro é adiada

MP apresentou novos documentos. Bispo José Ronaldo e padres da Diocese de Formosa são acusados de usar doação de fiéis para despesa pessoal

09/08/2018 13:37, atualizado 09/08/2018 13:42
Escândalo abalou credibilidade da Diocese de Formosa
Audiência de religiosos suspeitos de lavagem de dinheiro é adiada

A audiência de instrução e julgamento do bispo da Diocese de Formosa (GO), José Ronaldo Ribeiro, e dos padres de paróquias da cidade investigados na Operação Caifás, prevista para ser realizada na manhã desta quinta-feira (9) foi adiada para o dia 10 de setembro, às 8h30.

O juiz Fernando Oliveira Samuel, da 2ª Vara Criminal de Formosa, decidiu adiar a audiência devido ao fato de o Ministério Público ter apresentado documentos logo no início dos trabalhos. A defesa dos acusados alegou a impossibilidade de prosseguir com a produção de prova testemunhal sem tomar conhecimento e analisar tais documentos.

A defesa destacou que a juntada de documentos pode ser feita a qualquer momento no processo penal, mas que é preciso viabilizar o contraditório efetivo. O grupo de religiosos é acusado de utilizar dinheiro doados por fiéis por meio do pagamento de dízimo e lucro com a realização de festas religiosas para custear despesas pessoais. Para dar aparente regularidade às finanças, segundo denúncia oferecida pelo Ministério Público, eles apresentavam declarações falsas, promovendo a baixa na contabilidade.

Operação Caifás
Os religiosos foram alvo da Operação Caifás, deflagrada pelo Ministério Público de Goiás no dia 19 de março deste ano, com o apoio da Polícia Civil do estado. A Justiça transformou a prisão temporária de oito pessoas em preventiva. Entre os que ficaram encarcerados no presídio de Formosa, está dom José Ronaldo.

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Ao todo, 11 pessoas passaram a ser réus perante a 2ª Vara Criminal do município goiano. Elas respondem por delitos de associação criminosa, falsidade ideológica, apropriação indébita e lavagem de dinheiro. Um dos motivos que embasaram o pedido de prisão preventiva está o fato de, durante as escutas, os promotores identificarem risco de fuga de dom José Ronaldo para a Itália.

Para a defesa dos acusados, eles não cometeram irregularidades. Ainda de acordo com os defensores, todos os recursos são fruto do “trabalho árduo” dos religiosos nas 33 igrejas que fazem parte da diocese de Formosa. Em um ano, elas movimentaram entre R$ 15 milhões e R$ 16 milhões.