“Até chorei”, diz vizinho que socorreu menina de 2 anos morta no Entorno
Ísis Gabrielly, de 2 anos, morreu na UPA de Novo Gama com parada cardiorrespiratória e sinais de violência. Padrasto foi preso em flagrante

O vizinho Rafael Lino, de 38 anos, que ajudou a socorrer Ísis Gabrielly Lemos Nascimento, de 2 anos, morta nesta quarta-feira (4/11), no município do Novo Gama, Entorno do Distrito Federal, relatou os momentos em que tentou salvar a criança. Ao Metrópoles, ele contou que ficou emocionado ao ver a menina desfalecida nos braços do padrasto.
“Até chorei por conta da situação da criança”, lamentou.
Rafael contou que estava voltando da padaria quando encontrou o padrasto de Ísis com a menina nos braços. Ao perceber a situação, perguntou se ele precisava de ajuda. “Eu vi ele com a menina nos braços. Aí eu gritei, perguntando se ele ia levar a menina para a UPA. Ele falou que a menina dele estava morrendo”, relatou.
Neste momento, Rafael disse que correu até a casa de outro vizinho, que tem carro, para conseguir levar a criança até a unidade de saúde. “Colocamos a menina dentro do carro e levamos para a UPA. Os enfermeiros fizeram os primeiros socorros, só que a menina já chegou sem vida”, contou.
O homem relatou que não chegou a perguntar ao padrasto o que havia acontecido com a criança. “A menina estava muito desfalecida, muito roxa. Até me coloquei numa situação de pai, porque tenho uma menina também e até chorei por conta da situação da criança”, disse.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesPadrasto preso
Ísis Gabrielly morreu após dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Novo Gama, em parada cardiorrespiratória. Segundo a Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO), os profissionais de saúde identificaram lesões e hematomas pelo corpo da menina, levantando suspeitas de violência doméstica.
O padrasto da criança, Felipe de Souza Neckel da Silva, de 23 anos, foi preso em flagrante na unidade de saúde. A mãe também foi conduzida à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Luziânia para prestar esclarecimentos.
De acordo com o tenente-coronel Ricardo Edson, comandante do 19º Batalhão da PMGO, o padrasto afirmou, em depoimento, que estava dando banho na criança quando ela caiu. No entanto, segundo o policial, a versão apresentada não condiz com as lesões observadas pela equipe médica.
O avô da vítima, Klinger de Oliveira, de 43 anos, também contou ao Metrópoles que já havia percebido hematomas no corpo da neta. Segundo ele, a mãe e o padrasto da criança estavam juntos havia aproximadamente três meses.
O caso é investigado pela Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), que apura as circunstâncias da morte da menina.










