Engenheiros para conselheiro do TCDF: “Viaduto não caiu por milagre”

Conselheiro Renato Rainha levou três engenheiros para avaliar risco de queda em viaduto que liga os Eixinhos. Trecho passa por obras

atualizado

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1 de 1 tcdf – viaduto - Foto: TCDF/Divulgação

Em vistoria ao viaduto que liga o Eixo Rodoviário Leste (ERL) e o Eixo Rodoviário Oeste (ERW), conhecido como Eixinhos, no início da Asa Norte, o conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) Renato Rainha foi informado de que o elevado “só não caiu por um milagre”.

A afirmação foi feita em consenso por três engenheiros levados pela Corte, em 8 de agosto, para analisar a obra da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap),

Conforme o Metrópoles revelou, a estrutura estava danificada e com risco de queda iminente.

“A manutenção tinha que ser feita. O ideal é uma reforma”, destacou Rainha em entrevista ao Metrópoles. O conselheiro informou que o TCDF vai instaurar um processo para acompanhar o avanço da obra. “Agora a Corte vai analisar a reforma, se ela contempla a necessidade do trecho, o valor do aditivo”, completou.

Rainha ainda destacou que a Corte de Contas vai cobrar a contratação de manutenção permanente de viadutos, pontes e prédios públicos. “Há uma grande falha em governos de uma forma geral, que constroem novos mas não dão atenção ao que já existe e, assim, faltam manutenções em estruturas que precisam”, concluiu.

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Renato Rainha visitou obras no início de agosto
Desembargador de Contas Renato Rainha
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Desembargador de Contas Renato Rainha

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Renato Rainha visitou obras no início de agosto
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Renato Rainha visitou obras no início de agosto

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Risco iminente

De acordo com o diretor de Planejamento e Projetos da Novacap, Carlos Alberto Spies, as vigas estavam rompidas, assim como o aço na estrutura: “Havia um risco de colapso aqui”.

O dano foi localizado enquanto uma empresa terceirizada fazia a manutenção do trecho. A companhia destaca que é um viaduto dos anos 1950 e 1960, com outro tipo de construção. “Todos eles foram feitos no modelo de caixão perdido, que é uma laje por cima e no meio, com vigas transversais e laterais”, explicou o diretor. O modelo não permite verificação da estrutura.

 

 

Spies detalhou que, no processo de manutenção, foi identificada a grave situação. “Estava descolando inclusive da laje, então o risco era iminente de desabar”, completou.

Segundo a Novacap, as estruturas passam por um processo de modernização para suportar o tráfego de caminhões de até 45 toneladas, em vez do limite antigo, de 36 toneladas.

Por segurança, a empresa antecipou o escoramento do viaduto, o que causou transtornos no trânsito local, já que as alças ainda não estavam prontas para receber o desvio de veículos, segundo informou a Novacap.

Nesta fase, os trabalhos estão sendo realizados de forma manual e artesanal, no reparo das fissuras e das vigas longarinas, por isso não há movimento de máquinas pesadas na obra, para evitar qualquer tipo de vibração na estrutura.

As atividades são realizadas de segunda a sábado, das 7h às 17h. Para minimizar os impactos no tráfego, foram implantados desvios provisórios nas faixas de gramado lateral, reduzindo de três para duas as faixas de rolamento em cada sentido.

Pela gravidade da situação, o viaduto passa por uma reforma. O cronograma original precisou ser revisado e alterado. Um novo projeto de reforço estrutural foi apresentado e já aprovado pela equipe técnica. No momento, está em fase de análise de aprovação do aditivo. Não há previsão para finalizar.

Queda de viaduto

Em 2018, um viaduto no Eixo Sul desabou na altura da Galeria dos Estados. Dezenas de carros tiveram de retornar no meio da via, que acabou interditada, após duas faixas do asfalto cederem. A estrutura caiu sobre quatro carros e um restaurante. Apesar do susto, não houve feridos.

Em 2019, a pista foi recuperada pelo Governo do Distrito Federal.

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