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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, na manhã desta terça-feira (9/10), as notas do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). No Distrito Federal, apenas a Universidade de Brasília (UnB) teve notas máximas.

Do universo de 59 cursos avaliados na instituição pública de ensino superior, 12 alcançaram a nota 5. São eles: arquitetura e urbanismo, ciências biológicas (bacharelado), história (licenciatura), história (licenciatura), artes visuais (licenciatura), geografia (licenciatura), filosofia (bacharelado), engenharia da computação, ciência da computação (licenciatura), engenharia civil, engenharia mecânica e engenharia ambiental.

Os dados foram colhidos em 2017. O resultado é do Indicador de Diferença entre os Desempenhos Esperado e Observado (IDD), que busca medir o quanto o curso de graduação agregou ao desenvolvimento do estudante. Para isso, considera o desempenho desse aluno no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), quando ele ingressa no ensino superior, e no Enade, no momento em que deixa a faculdade.

Os cursos são classificados de acordo com uma escala de 1 a 5. O conceito 3 reúne a maior parte dos cursos. Aqueles que tiveram desempenho inferior ao da maioria recebem conceitos 1 ou 2. Já os que tiveram desempenho superior ao majoritário recebem 4 ou 5.

Os resultados mostram que, na maioria dos cursos (59,5%), os estudantes tiveram desenvolvimento semelhante durante a graduação, obtendo IDD 3. Já em 19,4%, o desempenho foi inferior à maioria: 3,8% obtiveram IDD 1, o mais baixo, e 15,6%, 2. Na outra ponta, 16,2% ficaram com IDD 4, e 4,9%, com 5.

O resultado mostrou outra disparidade que chama atenção. Nos cursos de ensino a distância (EAD), apenas 6,4% obtiveram IDD 4 ou 5. Já nos cursos presenciais, esse percentual foi 21,6%.

Perfil dos participantes
Cerca de um terço dos estudantes (34,2%) avaliados no Enade 2017 são os primeiros de suas famílias a concluírem o ensino superior. A maior parte é: branca (51,7%); do gênero feminino (55%); solteira (68,1%); tem de 16 a 33 anos (76,7%); mora com os pais (52,4%); e tem renda familiar entre 1,5 e 4,5 salários mínimos (72,1%) – valores que variavam, no ano passado, de R$ 1,4 mil a R$ 4,2 mil.

O maior percentual dos estudantes (41,1%) dedica de uma a três horas por semana aos estudos. Outros 30%, de quatro a sete horas semanais, e 4% disseram que apenas assistem às aulas.

Aproximadamente 69% estudaram durante todo ensino médio em escolas públicas. Eles representam 82,9% dos estudantes de EAD, 81,7% de alunos em licenciaturas, e 86,5% daqueles cursando pedagogia.

Em 2017, 451 mil estudantes de 10,6 mil cursos de 1,5 mil instituições de ensino superior participaram do Enade. Foram avaliadas as seguintes áreas com cursos de bacharelado e/ou licenciaturas: arquitetura e urbanismo; artes visuais; ciência da computação; ciências biológicas; ciências sociais; educação física; filosofia; física; geografia; história; letras inglês; letras português; letras português e espanhol; letras português e inglês; matemática; música; pedagogia; química e sistema de informação.

A análise ainda abrangeu os cursos de engenharia e engenharias: ambiental; civil; de alimentos; de computação; de controle e automação; de produção; elétrica; florestal; mecânica e química. Ainda, compreendeu também os cursos superiores de tecnologia nas áreas de: análise e desenvolvimento de sistemas; gestão da produção industrial; gestão da tecnologia da informação e redes de computadores.

Com informações da Agência Brasil