Empresária acusada de racismo em restaurante nega ato: “Nem me levantei da mesa”

A mulher negou a ofensa e disse que estava longe do palco. Caso é investigado pela 1ª Delegacia de Polícia

atualizado 20/10/2021 23:51

Reprodução/Instagram

Acusada de supostamente praticar injúria racial e desferir tapas contra uma cantora durante uma apresentação no Vasto Restaurante, na Asa Sul, na noite dessa terça-feira (19/10), uma empresária da cidade negou que tenha praticado qualquer ofensa.

Ao Metrópoles, a mulher garantiu que nem se aproximou do palco onde Andresa Sousa Alves (foto em destaque), 34, cantava. “Nem me levantei da mesa e estava de costas para a banda. Não sei nem o que dizer. Eu não falei nada”, afirmou.

O esposo dela acredita ter havido um equívoco por parte da artista: “É um tremendo mal-entendido. Deve ser sido outra pessoa”.

Segundo o marido, as amigas que estavam com sua esposa também não presenciaram o ato. “Não tem do que se defender. Ela talvez seja vítima, pois não acredito que alguém inventaria isso do nada. Mas ela está falando de outra pessoa”, reforça.

“Ou ela foi acometida por algum mal súbito e criou uma lacuna temporal impossível. Mas, segundo as pessoas que estavam com ela, não aconteceu nada. Não houve nada. Isso foi um mal-entendido”, defende o marido.

Memória

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) abriu uma investigação contra o suposto caso de injúria racial. Segundo a ocorrência policial, a empresária teria proferido as seguintes palavras contra Andresa a apresentação musical no restaurante: “Essa negra precisa aprender a cantar”. Além dos insultos, a autora teria agredido a artista com dois tapas no braço.

Segundo testemunhas, três mulheres aproximaram-se do palco, dentre elas a autora, para pedir uma música. Após Andresa cantar a canção solicitada, a suposta agressora teria iniciado os insultos, alegando que a profissional não sabia cantar.

De acordo com o boletim de ocorrência, para evitar conflitos, a cantora disse que aprenderia a canção corretamente em outra oportunidade.

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A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada por um dos clientes do estabelecimento. A empresária, porém, recusou-se a acompanhar os policiais até a DP. O caso é investigado pela 1ª Delegacia de Polícia, na Asa Sul.

O que diz o restaurante

Por meio de nota, o Vasto Restaurante lamentou o episódio. Leia na íntegra:

Em resposta ao triste episódio ocorrido ontem, o Vasto Restaurante se posiciona, por obvio, veementemente contra qualquer ato e/ou fala que endosse o crime de injuria racial. No momento do ocorrido, e durante o dia de hoje, prestamos todo apoio possível à vítima. Também nos colocamos à disposição das autoridades e das partes envolvidas para prestar os esclarecimentos necessários. Emitimos essa nota na certeza de que esse tipo de conduta deve ser reprimida sempre que presenciada“.

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