Em depoimento, assassino de menina de 13 anos fala em “tiro acidental”

Carlos Eduardo Pessoa Tavares, 20 anos, deu uma nova versão sobre a morte de Allany Fernanda. Ele alegou que o disparo foi acidental

atualizado

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O homem de 20 anos suspeito de matar uma adolescente de 13 anos com um tiro no rosto, no Sol Nascente, prestou um novo depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta quarta-feira (5/11). Carlos Eduardo Pessoa Tavares (foto em destaque) alegou que o disparo efetuado contra Allany Fernanda foi acidental.

Inicialmente, Carlos havia declarado que duas pessoas usando capacetes teriam invadido o lote em que ele mora para assaltar e um deles teria atirado contra Allany. No entanto, no decorrer das investigações, a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II (Deam II), de Ceilândia, desmentiu a versão do suspeito.

Em novo depoimento, o jovem apresentou outra versão do ocorrido. Carlos disse que, na noite de domingo (2/11), ele saiu para um bar em Ceilândia na companhia da namorada. O casal estava acompanhado de Allany, do namorado de Allany, de 16 anos, e de uma amiga da vítima.

Horas depois, o grupo teria se deslocado para a kitnet de Carlos, no Sol Nascente. A namorada dele, no entanto, não acompanhou o quarteto e seguiu para a casa dela.

Já durante a madrugada, eles teriam pedido sanduíches e uma pizza via aplicativo de entrega. No momento em que a amiga de Allany se levantou para pegar mais um pedaço de pizza, Carlos teria efetuado o disparo contra a outra adolescente acidentalmente.

“Ele disse que estava manuseando a arma e que, sem querer, acabou acertando Allany. Ele, de forma alguma, queria matá-la”, disse o advogado do suspeito, Paulo Sérgio de Melo.

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Carlos Eduardo Tavares
Allany Fernanda, de 13 anos, foi assassinada com um tiro na cabeça na manhã de 3 de novembro de 2025
Carlos Eduardo, de 20 anos, foi denunciado pela morte de Allany Fernanda
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Allany Fernanda, de 13 anos, foi assassinada com um tiro na cabeça na manhã de 3 de novembro de 2025
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Allany Fernanda, de 13 anos, foi assassinada com um tiro na cabeça na manhã de 3 de novembro de 2025

Reprodução / Redes sociais

Uma perícia inicial identificou marcas de mordidas no peito e no braço de Carlos. Além disso, Allany também apresentava marcas roxas no pescoço, o que poderia indicar uma possível luta corporal entre os envolvidos.

Todavia, o advogado do rapaz contestou essa versão. “Os machucados no pescoço de Allany tinham sido causados pelo namorado dela. Carlos nunca teve nenhum envolvimento amoroso com a adolescente. Ele disse que havia conhecido ela poucos dias antes do ocorrido”, alegou Paulo.

O advogado também informou que o indiciamento por feminicídio foi descartado. Carlos deve passar a ser investigado por homicídio doloso, mas a defesa pretende pedir a alteração para homicídio culposo — quando não há intenção de matar.

Segundo Mariana Almeida, delegada Deam II, são aguardados resultados periciais para descobrir se a menina reagiu antes de ser morta. “Foi realizada a perícia por um dentista, que vai verificar a compatibilidade com a arcada dentária dela”, informou.

O caso

Na madrugada de segunda-feira (3/11), a Polícia Militar (PMDF) foi acionada para atender a uma ocorrência de disparo de arma de fogo no Sol Nascente. Ao chegar ao local, a casa do suspeito, a jovem estava na ambulância.

Além do ferimento causado pelo disparo no rosto, a jovem apresentava marcas roxas no pescoço, o que pode indicar estrangulamento.

A vítima estava internada em estado gravíssimo no Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Depois, foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base. Segundo familiares, ela perdeu massa encefálica e respirava com ajuda de aparelhos. Na madrugada de terça-feira (4/11), os parentes confirmaram a morte de Allany.

De acordo com a família, no sábado (1º/11), a adolescente estava com a mãe, mas saiu de casa e mentiu sobre seu destino.

Na manhã de segunda, uma amiga enviou uma mensagem a uma tia da menina avisando que ela tinha sido atingida por um tiro.

No começo da tarde desse mesmo dia, a Justiça manteve a prisão de Carlos Eduardo Pessoa Tavares, principal suspeito de cometer o crime.

 

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