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Distrito Federal

Em manifestação na Praça do Buriti, professores pedem diálogo com o GDF.

Docentes da rede pública de ensino do DF se reuniram, na manhã desta quarta-feira (21/10), em frente à sede do Executivo local

21/10/2026 11:50, atualizado 21/10/2026 12:02
HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Em manifestação na Praça do Buriti, professores pedem diálogo com o GDF

Professores da rede pública de ensino do Distrito Federal realizaram um ato na Praça do Buriti, em Brasília, na manhã desta quarta-feira (21/10), para pedir diálogo com o Governo do DF (GDF). Ao longo da manhã, milhares de docentes passaram pelo local questionando mudanças e cobrando investimentos na Educação.

Veja vídeo:

A mobilização foi acompanhada por equipes da Polícia Militar do DF (PMDF), que não registrou ocorrências graves.

O diretor do Sindicato dos Professores no DF (Sinpro-DF), Samuel Fernandes, alegou que o novo secretário de Educação, Thiago Peixoto, tem promovido alterações no planejamento de escolas. Samuel também apontou problemas na estrutura das unidades de ensino, salas de aula lotadas e insatisfação com os salários.

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“Ele [o secretário] vem mudando tudo sem diálogo. As escolas estão abandonadas, com estrutura precária e professores adoecendo”, declarou. Segundo ele, as supostas alterações comprometem a autonomia das escolas e a aprendizagem dos estudantes.

O professor de história Rafael Fernandes, de 49 anos, enxerga o atual governo como uma continuação da administração anterior, o que, na visão do docente, culmina em um “processo de desvalorização”. “A gente entende que tem sido o mesmo processo há oito anos. E é um processo muito ruim de desvalorização dos professores, da educação pública como um todo”, disse Fernandes, que atua na área há 25 anos.

Rafael Fernandes citou mudanças no calendário escolar e atrasos na divulgação do calendário do concurso de remanejamento como motivos de insatisfação. O professor também criticou a suspensão das negociações com o sindicato durante o período eleitoral.

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Ao longo da manhã, milhares de docentes passaram pelo local questionando mudanças e cobrando investimentos na Educação.
A mobilização foi acompanhada por equipes da Polícia Militar do DF (PMDF), que não registrou ocorrências graves
O professor de história Rafael Fernandes, de 49 anos, citou mudanças no calendário escolar e atrasos na divulgação do calendário do concurso de remanejamento como motivos de insatisfação
O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) Leandro Grass (PT) também esteve no ato
Durante o ato, foram vistas  bandeiras e panfletos dos candidatos Leandro Grass e Lula, que busca a reeleição à Presidência da República
Professores da rede pública de ensino do Distrito Federal realizaram um ato na Praça do Buriti, em Brasília, na manhã desta quarta-feira (21/10), para pedir diálogo com o Governo do DF (GDF)
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Professores da rede pública de ensino do Distrito Federal realizaram um ato na Praça do Buriti, em Brasília, na manhã desta quarta-feira (21/10), para pedir diálogo com o Governo do DF (GDF)

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Ao longo da manhã, milhares de docentes passaram pelo local questionando mudanças e cobrando investimentos na Educação.
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Ao longo da manhã, milhares de docentes passaram pelo local questionando mudanças e cobrando investimentos na Educação.

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A mobilização foi acompanhada por equipes da Polícia Militar do DF (PMDF), que não registrou ocorrências graves
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A mobilização foi acompanhada por equipes da Polícia Militar do DF (PMDF), que não registrou ocorrências graves

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O professor de história Rafael Fernandes, de 49 anos, citou mudanças no calendário escolar e atrasos na divulgação do calendário do concurso de remanejamento como motivos de insatisfação
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O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) Leandro Grass (PT) também esteve no ato
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O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) Leandro Grass (PT) também esteve no ato

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Durante o ato, foram vistas  bandeiras e panfletos dos candidatos Leandro Grass e Lula, que busca a reeleição à Presidência da República
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Durante o ato, foram vistas bandeiras e panfletos dos candidatos Leandro Grass e Lula, que busca a reeleição à Presidência da República

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto

A professora de matemática Mirelle Nascimento, de 30 anos, entende que a mobilização é a melhor forma de tornar pública a insatisfação dos professores com a gestão. “A gente veio para esse ato na intenção de que a população enxergue um pouco da nossa posição”, afirmou.

Durante a mobilização, alguns manifestantes carregavam cartazes com mensagens contrárias às políticas adotadas pelo GDF na rede pública de ensino. Entre as frases estavam “Não à militarização da escola pública” e “Escola não é negócio”. Também foram vistas bandeiras e panfletos dos candidatos Leandro Grass (PT) e Lula (PT), que concorrem ao Executivo local e à Presidência da República, respectivamente.

O candidato ao GDF Leandro Grass ouviu os representantes da categoria. Ele prometeu reestruturar a carreira e promover a formação continuada dos docentes. “Logo no início do meu governo eu vou abrir a mesa permanente de negociação para reestruturar a carreira. A gente vai melhorar as gratificações para os diretores e gestores”, declarou.

O que diz a Educação

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) informou que a adesão à paralisação é facultativa e que a decisão cabe a cada profissional. A pasta afirmou ainda que as aulas suspensas serão repostas conforme o calendário escolar, assegurando o cumprimento dos 200 dias letivos e evitando prejuízos à aprendizagem dos estudantes.