Fraga defende fim da maioridade penal. “Não tem que ter idade”
Ex-parlamentar eleito para o mandato que começa em 2023 participou do Metrópoles Entrevista desta sexta-feira (21/0)
atualizado
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O deputado federal eleito Alberto Fraga (PL-DF) participou, nesta sexta-feira (21/10), do Metrópoles Entrevista. Durante cerca de 25 minutos, o ex-parlamentar comentou sobre o futuro da carreira política e pautas que pretende defender nos próximos anos.
Um dos pontos defendido por Fraga, foi o fim da maioridade penal. Ele acredita ser preciso que, quem cometa algum crime, seja condenado pelos atos.
“Não tem que ter idade. Claro que o menor não vai cumprir pena em presidio que tem adulto. Mas não dá para uma pessoa de 17 anos cometer um homicídio e ficar três anos preso”, comentou. O ex-parlamentar espera que o projeto de fim da maioridade avance nos próximos anos.
Fraga foi eleito deputado federal pelo DF para o 5º mandato, com 28.825 votos. O coronel é amigo do presidente Jair Bolsonaro (PL) desde quando o atual presidente atuava como deputado. Eles integravam a bancada da bala na Câmara.
Ele avaliou que, durante os quatro mandatos, “deixou muito trabalho a ser concluído na Câmara.” Apesar disso, Fraga revelou que espera que este mandato seja o último na Câmara dos Deputados e, possivelmente, da carreira política.
“Esperava chegar em torno de 100 mil votos. Mesmo afastado eu tinha outra expectativa. No meio das eleições pensei em desistir. Foi uma eleição muito difícil. Espero não decepcionar meus eleitores”, revelou.
Fraga afirmou que deixou legados durante os anos em que esteve na vida política. “Quero deixar um legado maior do que o que já tenho”.
Veja a entrevista completa:
Projetos para o DF
Durante a entrevista, Fraga defendeu a equidade salarial entre as forças de segurança do DF e a permanência da gestão do Fundo Constitucional do DF com o governo federal. “Um policial desmotivado é uma população insegura. Quero avançar muito nessa pauta da segurança pública.”
“Vou lutar pelo reajuste das forças de segurança, mas ele [Ibaneis Rocha] que não me venha com tabela diferenciada. São filhos da mesma mãe. O governador, de forma pensada, apresentou uma tabela que dava 17% para a PCDF e 9% para PMDF e bombeiros. Vou lutar de maneira igualitária”, acrescentou.
Sobre o fundo constitucional, ele afirmou que, se depender dele, o projeto de descentralizar a gestão do dinheiro não vai avançar no Congresso Nacional. “O governador Ibaneis não gosta da PMDF. Se depender de mim, no Congresso não vai andar. Não dá para incentivar a desarmonia entre as forças policiais. Gera uma animosidade muito grande”, completou.
Relação com Bolsonaro
Sobre a relação com o presidente Jair Bolsonaro (PL), Fraga afirmou que não houve briga entre os dois, mas revelou que, depois que perdeu a esposa para a Covid-19, sentiu falta de sensibilidade por parte do presidente.
“Faz 40 anos que somos amigos. Eu não briguei com Bolsonaro. Quando minha esposa morreu, afastei-me de muita gente. Sentamos, conversamos. Quero ajudar como deputado. Penso em ir para a Câmara com a bancada da bala e dar uma resposta a violência que só aumenta.”
