"Só não atirou mais porque a arma falhou", diz mãe de mulher morta no DF
A mãe da vítima, Josi Varela, disse que o assassino, André Eduardo, deu dois tiros na cabeça e uma na mão da filha, que morreu no hospital

A mãe da mulher assassinada a tiros pelo ex-companheiro, Josi Varela (foto em destaque com a vítima) disse que o ex-companheiro da vítima André Eduardo Alves da Silva, 40, só não atirou mais porque a arma usada pelo agressor teria falhado. Mayara Stephany Varela de Almeida Sousa, 30 anos, morreu nesta sexta-feira (16/10) um dia depois de ser atacada em via pública na Candangolândia (DF).
A mãe da vítima informou que André Eduardo deu dois tiros na cabeça e um na mão da filha, quando ela tentou se defender do ataque do ex-companheiro ao retornar do trabalho para casa.
“Ele pegou ela de tocaia, derrubou ela no chão e atirou na cabeça da minha filha. E os vizinhos ainda disseram que ele só não atirou mais porque a arma falhou”, contou Josi Varela.

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Ver todasAbalada com a morte da sua única filha, Josi exaltou a trajetória da filha e aponta que o seu ex-genro teria a matado por não querer pagar pensão alimentícia. “Minha filha era uma menina boa, trabalhadora. Ele tirou a vida dela porque ele quis, porque ele perturbava, porque ele não queria pagar pensão, porque ele não queria ser cobrado por isso. Ele fez isso com a minha única filha”, desabafou
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFSegundo a mãe de Mayara, André Eduardo estaria ameaçando a sua filha e foi registrado um boletim de ocorrência solicitando medida protetiva e o delegado teria entrado em contato com ela na terça-feira (13/10) para dar prosseguimento ao processo.
Quem era Mayara Stephany
A mulher morta após ser baleada na cabeça pelo ex-companheiro é Mayara Stephany Varela de Almeida Sousa, de 30 anos. Ela estava internada em estado grave no Hospital Base do DF (HBDF), mas teve óbito constatado na manhã desta sexta-feira (16/10).
A vítima havia conquistado um trabalho recentemente como recepcionista em uma empresa, segundo a família. Antes do emprego novo, Mayara também trabalhou como cabeleireira em um salão de beleza no Sudoeste (DF), conforme apuração da reportagem.
Mayara era filha única de Josi Varela, vigilante da Escola Classe 1 da Candangolândia. À reportagem, a diretora da escola, Drika Galeno, definiu a vítima como “uma filha super companheira da mãe , além de uma mãe super responsável, presente e carinhosa com seus filhos”.
A vítima de feminicídio morava na casa de sua mãe junto com os seus dois filhos, um adolescente de 12 anos e uma menina de 3 anos. A filha mais nova é da relação com André Eduardo Alves da Silva, 40, suspeito de ter cometido o feminicídio.
André seguia foragido até a última atualização deste texto.
O Metrópoles apurou que André responde a um processo por violência contra a mulher, injúria e crimes contra a honra, referente a um caso registrado em janeiro deste ano. No entanto, como o processo tramita sob segredo de Justiça, não foi possível confirmar se a ação tem relação com Mayara Varela.
Entenda o caso
- Uma mulher foi baleada pelo ex-companheiro, na QR 1 da Candangolândia (DF), na noite dessa quinta-feira (15/10);
- A vítima foi identificada como Mayara Stephany Varela de Almeida Sousa, de 30 anos. Já o ex-companheiro é André Eduardo Alves da Silva, 40 anos, que segue foragido;
- Uma câmera de segurança flagrou o momento em que o ex-companheiro de Mayara agride e atira na vítima. Ela foi atingida na cabeça e no tórax;
- Segundo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), a vítima foi resgatada em estado gravíssimo e levada ao Pronto-Socorro do Hospital de Base em quadro de parada cardiorrespiratória e com lesões de alta severidade;
- Ela ficou internada em estado grave e respirando com ajuda de aparelhos, mas não resistiu e o óbito foi declarado por volta das 10h;
- Familiares ainda contam que Mayara havia registrado um boletim de ocorrência contra André, de quem a vítima está separada há dois anos, mas ela não possuía medida protetiva contra ele;
- O caso é investigado pela Polícia Civil do DF (PCDF) como feminicídio.










