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Após as festividades de fim de ano, pais e mães voltam à realidade: comprar material escolar. Quem quiser economizar, deve deixar a pressa de lado e garimpar preços com cautela. A diferença no valor de itens básicos (lápis, giz de cera e cola branca) pode chegar a 60%. Já os livros, são encontrados na internet com valores mais baixos.

A advogada Karine Almeida, 41 anos, saiu às compras mais de um mês antes do início das aulas do filho, Eduardo Almeida, 6. Desde então, ela faz levantamento dos produtos com o melhor custo-benefício. “Os livros eu compro pela internet há alguns anos, pois encontro valores mais em conta”, revela.

Além das lojas virtuais, Karine recomenda outra artimanha na web: os grupos em redes sociais. “Eu participo de grupos no Facebook e no WhatsApp em que as mães pesquisam preços e compartilham os locais onde os encontraram mais em conta”, relata.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório, Papelaria e Livraria do Distrito Federal (Sindipel-DF), José Aparecido da Costa, faz coro e salienta a importância de pais e mães se anteciparem nas compras.

“Aconselhamos os pais a comprarem o material logo, pois o investimento é menor neste período (dezembro). Se tentarem no fim de janeiro e faltar item, poderão pagar até 8% mais caro depois."
José Aparecido da Costa, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório, Papelaria e Livraria do Distrito Federal (Sindipel-DF)

A servidora pública Marcela Xavier, 36, vai às compras com antecedência para fugir das longas filas nas lojas ao fim de janeiro. E, principalmente, para evitar que as filhas, Ana Júlia, 11, e Mariana, 9, comecem o ano letivo sem parte dos livros.

“A economia não é a única razão para eu me antecipar. Além disso, não quero que minhas filhas fiquem prejudicadas nas primeiras semanas do ano letivo”, explica Marcela, que também recorre à internet antes de adquirir os materiais.

O presidente do Sindipel-DF alerta para os contratempos causados pela morosidade nas compras. “Há também a questão de atendimento. O brasileiro tem hábito de comprar na última hora. Por isso, enfrenta tumulto e, em consequência, a qualidade do atendimento cai”, adverte.

José Aparecido prevê preços dos itens básicos de 3% a 4% mais altos em comparação ao mesmo período de 2017. Isso porque houve o reajuste anual em agosto. Ele também projeta baixa variação nos preços dos livros e destaca que as novas edições devem chegar às prateleiras apenas nas primeiras semanas de janeiro com preços ainda desconhecidos pelos varejistas.

Economia
O Metrópoles comparou preços dos livros vendidos em lojas virtuais e papelarias. Um deles, do 1º ano do ensino fundamental, é vendido a R$ 245 em três estabelecimentos. Na internet, o livro custa R$ 225. Outra obra estava cotada em R$ 239 nas lojas físicas. Na web, é encontrada a R$ 219.

“Parece pouco R$ 20 a menos. Mas, se em cada livro houver desconto dessa proporção, o consumidor terá uma economia grande no fim das compras”, afirma o economista Mário Figueira. “A pessoa pode, inclusive, comprar a maior parte deles em uma só loja virtual para pagar poucas taxas de frete”, acrescenta.

Entre os itens utilizados pelos estudantes no dia a dia, a internet pode não ser a melhor opção para economizar. Entretanto, é importante vasculhar os valores mais vantajosos, sempre com antecedência, alerta o economista.

A reportagem cotou e comparou itens de uma lista de material do 1º ano do ensino fundamental de uma escola particular do DF. Em uma das lojas, os preços são até 60% mais baratos. Enquanto uma papelaria vende um bloco de papel tamanho A4 com 20 folhas a R$ 14,90, outra o comercializa a R$ 5,99. Além disso, um tubo de cola branca de 110g custa R$ 5,49 em uma das lojas e menos da metade do preço (R$ 2,50) na outra.

 

 

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