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Um grupo de alunos está, desde a noite de segunda-feira (3/10), acampado no Centro de Ensino 414 de Samambaia. Os estudantes protestam contra a reforma do ensino médio, proposta pelo governo federal no dia 22 de setembro. Na manhã desta terça-feira (4/10), as aulas foram interrompidas e mais alunos se juntaram ao grupo. Segundo o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro/DF), o número já passa de 50 estudantes.

Apesar de apenas estudantes estarem acampados, os professores apoiam a manifestação. “Nós concordamos, porque essa MP, imposta de cima para baixo, é absurda”, diz o professor de geografia Fernando Espíndola.

Durante a ocupação, estão marcados aulões voltados para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e atividades culturais. “Esta ocupação será a cara que queremos que a escola tenha, com cultura, música, arte e poesia. Queremos que o secretário de Educação (Júlio Gregório) venha aqui. Estamos nos mobilizando e vamos ficar”, garante Isabella Tavares Pereira, aluna do 3° ano do ensino médio da escola.

A MP prevê mudanças como o aumento da carga horária no ensino médio e no currículo. Além de cursar matérias da Base Nacional Curricular Comum (BNCC), como linguagens, ciências da natureza, ciências humanas e matemática, os alunos terão disciplinas relacionadas à área que escolher.

Durante a apresentação dos termos da MP, o ministro da Educação, Mendonça Filho, defendeu a proposta e disse que ela é necessária, uma vez que o modelo do ensino médio “está falido”. Ele também disse que as mudanças são adotadas por meio de uma MP e não projeto de lei porque o governo tem pressa. “A pressa é porque temos crianças e jovens relegados ao ensino médio de baixa qualidade. Não podemos ser passivos e tolerantes com um quadro como esse”, ressaltou.

 

 

 

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