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Economia

Brasília é a quarta capital com maior taxa de famílias endividadas

De acordo com a Fecomércio de São Paulo, 731.692 famílias estavam com algum débito em dezembro de 2017, o que representa 79% do total

11/09/2018 12:40, atualizado 12/09/2018 10:36
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Brasília é a quarta capital com maior taxa de famílias endividadas

Brasília é a quarta capital com o maior índice de famílias endividadas no país. Na cidade, 79% estão com algum tipo de débito, assim como em Natal (RN). Em primeiro lugar, vem Curitiba (PR), com 91%; seguida por Boa Vista (RR), 83%; e Florianópolis (SC), 80%. 

Os dados constam na Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras divulgados pela Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio-SP) nesta segunda-feira (10/9) e são referentes a dezembro do ano passado. No DF, no período analisado, 731.692 famílias estão endividadas.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada no mês de setembro pela Fecomércio-DF, aponta que 78% dos brasilienses estão com débitos. O número passou de 737.652, em julho, para 753.737, em agosto deste ano, ou seja, aumento de 16.085 famílias.

O presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana, afirmou que o dado é positivo em comparação a 2017. “As pessoas evitam comprar e contrair novas dívidas, parcelar ou pegar empréstimos, para não piorar o endividamento”, explicou.

Vilões
O estudo divulgado pela Federação mostra que 89,3% se enrolaram com o cartão de crédito. Em seguida, vem o financiamento de carro (30,1%); da casa própria (19,1%); cheque especial (12,6%); carnês (10,9%); crédito consignado (10,9%); cheque pré-datado (4,7%); crédito pessoal (4%) e outras dívidas (0,3%).

Ainda segundo a Peic, entre as famílias endividadas, 23,2% disseram estar com 50% da parcela da renda comprometida, 3,8% com até 10% de comprometimento e 70,8% dos entrevistados afirmaram estar entre 11% e 50% de sua renda comprometida com as dívidas.

Na ponta do lápis

  • Use o seu 13º salário para sair do vermelho;
  • Troque dívidas com juros altos (cheque especial e cartão de crédito), por mais baratas, como crédito direto ao consumidor (CDC);
  • Se der, separe uma parte do 13º para pagar despesas extras do início do ano, como material e mensalidades escolares, IPTU e IPVA;
  • Pesquise preços sempre;
  • No mercado, busque ofertas ou alternativas a produtos caros;
  • Evite supérfluos;
  • Planeje os gastos;
  • Se possível, junte dinheiro para comprar à vista;
  • Nunca pague somente o mínimo da fatura do cartão de crédito;
  • Evite entrar no cheque especial;
  • Enquanto paga uma dívida, não faça outras. Deixe o cartão de crédito de lado;
  • Use a tecnologia como aliada. Diversos bancos têm opções de consulta via internet. Planejamentos podem ser feitos também por aplicativos de orçamento financeiro: Guia Bolso, Organizze, Quickbooks Zeropaper e Minhas Economias.

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