Dois anos após crime, mãe é condenada por matar filho de 1 ano
“Justiça foi feita”, disse o pai da criança, Gerson Darlan de Oliveira, 34 anos, que esteve presente como testemunha no julgamento
atualizado
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A Justiça do Distrito Federal condenou Lucimaria de Souza Barbosa a 30 anos de prisão por assassinar o próprio filho, Henry Sousa de Oliveira (foto em destaque), de 1 ano e 9 meses.
“A justiça foi feita”, disse o pai da criança, Gerson Darlan de Oliveira, 34, que esteve presente como testemunha no julgamento realizado nessa quarta-feira (18/3), no Tribunal do Júri de Planaltina.
“Estou ficando mais tranquilo agora, mas nada vai trazer o Henry de volta. Que a pessoa que fez isso cumpra a sua pena completa“, afirmou.
O bebê morreu na madrugada de 19 de janeiro 2024, na casa do namorado da mãe do menino, em Planaltina.
Segundo a denúncia do Ministério Público (MPDFT), Lucimaria bateu a cabeça de Henry diversas vezes contra uma parede, causando a morte da criança.
Relembre o caso
- A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina) prendeu, no dia 31 de janeiro de 2024, Lucimaria de Sousa Barbosa e o namorado dela, Wildemar de Carvalho Silva, ambos investigados pela morte do bebê.
- De acordo com o laudo cadavérico, o menino apresentava lesões pelo corpo e traumatismo crânioencefálico por ação contundente, uma pancada, por exemplo.
- No dia 24 de fevereiro de 2024, o padrasto do bebê teve a prisão temporária revogada a pedido da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e não foi indiciado.
- A mãe do bebê continuou, respondendo sozinha pela morte do filho.
Dia da morte
Às 6 horas do dia da morte, Gerson recebeu apenas uma mensagem da ex-namorada informando da morte do filho. “Era só a frase ‘Henry morreu’. Fui correndo para o hospital para ver, mas ele já tinha morrido antes mesmo do socorro dos bombeiros”, contou.
Gerson e Lucimaria namoraram por um ano e já estavam separados quando a mulher descobriu que estava grávida. “Eu nem sabia que ela estava com namorado, mas depois me falaram que ele sempre chorava quando o atual estava perto”, relatou.
Segundo o relato da mãe, a criança foi dormir na noite anterior sem apresentar nenhuma anormalidade. Por volta das 5h40, ela foi trocar a fralda do menino, mas ele já apresentava pele fria, boca e extremidades arroxeadas e sem batimentos cardíacos.
A mulher ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi orientada a fazer massagem cardíaca na criança, sem sucesso. O Corpo de Bombeiros (CBMDF) também foi acionado, mas a criança já se encontrava morta.
Em seu depoimento, o namorado da mãe de Henry, Wildemar, disse que Lucimaria costumava bater no seu filho Henry para ele dormir e que foi acordado por ela no dia da morte.
O pai de Henry discordou da decisão de retirar a acusação contra Wildemar e ainda pede o julgamento do homem. “Ela confessa que fez sozinha, mas eu discordo totalmente ele teve vários hematomas de quem era espancado constantemente antes de morrer lá identificado no IML, com certeza ele tem participação no crime”, afirmou.
Lucimaria já estava presa preventivamente desde 2024 onde aguardava julgamento e agora cumprirá pena de 30 anos no Presídio Feminino do Distrito Federal.
A defesa da mulher não foi encontrada. O espaço segue aberto para eventuais posicionamentos.
