Diminuindo transmissão, escolas e academias podem voltar, diz Ibaneis

Em reunião com empresários sobre o lockdown, GDF destacou que abertura de novos leitos de UTI também ajuda a flexibilizar restrições

atualizado 01/03/2021 18:52

Ibaneis RochaJaqueline Lisboa/Metrópoles

O governador Ibaneis Rocha (MDB) disse que será possível flexibilizar a abertura de atividades suspensas no lockdown, a exemplo de escolas e academias, quando a taxa de transmissão do novo coronavírus diminuir. O emedebista fez a declaração nesta segunda-feira (1º/3), em reunião com representantes do setor produtivo, no Palácio do Buriti.

Diante do avanço da pandemia em Brasília e da falta de leitos na rede pública, o Governo do Distrito Federal (GDF) decretou lockdown para grande parte das atividades, com exceção de um conjunto de serviços essenciais avaliados como de baixo impacto sanitário.

Contudo, uma parte dos empresários questiona a medida. Segundo eles, os fechamentos levarão a demissões em massa e a outros problemas sociais. Parte dos críticos, inclusive, cobra investimentos na abertura de leitos para tratamento de doentes.

Na reunião, Ibaneis declarou não ter a intenção de prolongar o lockdown por um período superior a 15 dias. A taxa de transmissão, segundo a pasta, chegou a 1,08. Ao passar de 1, a recomendação é para que sejam adotadas medidas restritivas a fim de conter o avanço da pandemia.

“Eu preciso interromper nesse prazo de 15 dias, que o prazo de uma virada do vírus, o fluxo de pessoas. Eu preciso ver as ruas do Distrito Federal vazias, as rodoviárias vazias, os ônibus vazios, os bares e restaurantes sem funcionar, para que eu tenha a interrupção do vírus”, afirmou Ibaneis, pedindo a compreensão e apoio do setor produtivo.

Mais leitos

Com queda no índice de transmissão, o GDF poderá flexibilizar as restrições antes mesmo do prazo de 15 dias. Outra medida em marcha é a ampliar a quantidade de leitos de unidades de tratamento intensivo (UTIs). De acordo com o governo, até o final desta semana, serão abertos mais 130. Há, ainda, negociações de mais 200 com o Ministério da Saúde. Em outra frente, o Palácio do Buriti tentar acertar entre 150 e 200 vagas na rede privada.

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