Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

Dia dos Namorados: casais do Zoo de Brasília ajudam a salvar espécies. Veja vídeo

Macacos, ariranhas e outros animais fazem parte de iniciativas coordenadas pela Azab e pelo ICMBio contra a extinção de espécies

Fernanda Cavalcante12/06/2026 18:40
Compartilhar notícia
Reprodução/Zoológico de Brasília
Dia dos Namorados: casais do Zoo de Brasília ajudam a salvar espécies

No Zoológico de Brasília, os animais também entram no clima do Dia dos Namorados, celebrado nesta sexta-feira (12/6). Mais do que simbolizar a data, os casais formados na instituição desempenham um papel importante na preservação da biodiversidade. O zoo abriga espécies ameaçadas de extinção que participam de programas de conservação voltados à manutenção da diversidade genética e ao fortalecimento de populações em risco.

Para marcar a data, a instituição publicou um vídeo nas redes sociais mostrando alguns dos casais que vivem no zoológico. Entre os destaques estão as antas Melão e Melancia, as serpentes Hor e Celeste e os sauins-de-coleira Tucupi e Amati-ri, que aparecem acompanhados dos filhotes. Já entre os cervos-do-pantanal, Dudu roubou a cena ao ser flagrado saboreando uma das plantas da decoração romântica sem a companhia de Anita.

Por meio de parcerias com a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (Azab) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Zoológico de Brasília participa de programas de conservação da fauna e dos Planos de Ação Nacional para espécies ameaçadas, iniciativas que buscam aumentar as chances de sobrevivência desses animais.

Encontros que salvam espécies

Antes de qualquer aproximação entre os animais, especialistas analisam informações genéticas e comportamentais dos indivíduos. O trabalho é conduzido por profissionais conhecidos como studbook keepers, responsáveis por acompanhar as populações mantidas em zoológicos e aquários e recomendar os pareamentos mais adequados. O objetivo é assegurar estabilidade demográfica e elevados níveis de diversidade genética para as espécies participantes dos programas de conservação.

Entre os casais que ajudam a escrever essa história de conservação estão os macacos-aranha-de-testa-branca (Ateles marginatus) Chicão e Kika. Juntos, eles representam a esperança de continuidade de uma espécie ameaçada de extinção.

Já as ariranhas Macau e Saraê protagonizam um romance que atravessa fronteiras. Macau cruzou o Atlântico e chegou ao Zoológico de Brasília em 2019, vindo da Alemanha. Três anos depois, Saraê desembarcou na capital, transferida do Aquário de São Paulo após uma recomendação técnica para que os dois formassem um casal. O encontro, planejado por especialistas, faz parte de um esforço nacional e internacional para aumentar as chances de reprodução das ariranhas, espécie ameaçada de extinção.

Outro encontro aguardado pela equipe técnica é o de Juninho e Sara, macacos-aranha-de-cara-preta (Ateles chamek). Recém-chegado do Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP), Juninho ainda passa pelo período de adaptação antes de conhecer a futura companheira.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters