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Distrito Federal

DF: veja 10 segmentos que mais abriram e 10 que mais fecharam na pandemia

Com ou sem lockdown, alguns setores mostraram fôlego e conseguiram crescer e gerar empregos durante a crise sanitária

18/04/2021 04:44, atualizado 18/04/2021 09:17
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Obra

Com ou sem lockdown, uma parcela dos empreendedores do Distrito Federal conseguiu crescer e gerar renda e emprego em meio à pandemia de Covid-19. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no DF (Sebrae-DF) mapeou os setores empresariais com melhor e pior desempenho durante a crise sanitária.

O levantamento considerou a abertura e o fechamento de inscrições no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), entre março de 2020 e março de 2021. O segmento com maior fôlego foi o de serviços de alvenaria e obras, com 2.907 empresas inauguradas no período.

Do outro lado da balança, o setor de comércio varejista de vestuário amargou as maiores perdas. A pandemia contribuiu para o fechamento de 1.193 lojas nesta praça. No que se refere às áreas de vendas e alimentação, houve o decréscimo de 957 e 654 empresas, respectivamente.

Sócio em uma empresa da construção civil, Erisnaldo Delmondes de Sousa, 29 anos, vivenciou a experiência de crescimento em plena pandemia. “A gente tem atendido muitos chamados em apartamentos, para fazer pequenas reformas. E também fizemos muitas reformas e ampliações em casas”, contou.
Segundo Erisnaldo, os clientes buscaram melhorar o ambiente doméstico, como um reflexo do isolamento social. Com o aumento na quantidade de obras, a empresa precisou dobrar o quadro de colaboradores. Antes da pandemia, havia 35 empregados – e, atualmente, são 70 trabalhadores.
Esse crescimento seguiu os protocolos de segurança sanitária, para conter o avanço da pandemia de Covid-19 e resguardar a saúde de clientes e colaboradores. “Em todas as nossas obras, a gente mantém um certo distanciamento. Em obra que teria 10 pessoas, nós colocamos cinco”, ressaltou.
Contas

O superintendente do Sebrae-DF, Valdir Oliveira, diz que o empreendedor não pode ficar refém do desânimo, mesmo em momento delicado da economia.

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“É importante organizar as suas contas. Muitas vezes você tem despesas que precisam ser cortadas, de cunho pessoal ou até do negócio. Algumas você precisa fechar mesmo. E tem outras que precisam ser priorizadas. O pouco de energia que você tem deve ser focada nas despesas que, de fato, são vitais neste instante. As outras podem esperar”, enfatizou.

Ou seja, o empreendedor precisa passar por um processo de reconstrução no sustento. “Muitas vezes o não pagar é maléfico e gera uma quebradeira em cadeia. Mas o renegociar é benéfico, geralmente. Você transforma o seu credor em seu parceiro para vocês saírem juntos do buraco”, explicou.

Valdir Oliveira
Segundo o superintendente do Sebrae-DF, Valdir Oliveira, setor produtivo precisa virar a chave da crise e buscar novas formas de produzir